15 de setembro de 2011

Isto é sobre tanta "coisa" ao mesmo Tempo que não me consigo Decidir por um título

Sou daquelas pessoas para quem o aproximar da altura de tomar uma decisão que me custe, que eu sinta que vá perder algo de qualquer das maneiras, é um momento aterrador. Lido mal pessimamente mal com perdas, com cortes, com despedidas. Não quero que nada se vá embora, mesmo que já não me esteja a fazer assim tão bem. Vou fazendo colecções de "coisas" que já não fazem sentido (mas que outrora já fizeram, e muito) pela simples razão de não ter a coragem de as deixar ir. E elas vão ficando, corroídas pelo tempo e pelo desgaste que lhes impus, umas arrumadas a um canto, outras espalhadas pelo chão do quarto da minha mente. Espero convictamente que o tempo me dirá onde arrumar todas essas "coisas", que se materialize uma prateleira ou uma arca bem grande algures, para eu ter descanso e não tropeçar tanto com as coisas que deixo ao acaso por aí. Talvez não consiga fazer nada delas, mas o Tempo, esse relativizador experiente, há de estar a aprender com um carpinteiro qualquer a fazer baús e armários para eu lá poder arrumar tudo. Depois de tudo o que disse anteriormente, de que o tempo não cura nada, percebo que sempre tenho razão: o Tempo não é médico, é Carpinteiro.

10 comentários:

CurlyGirl disse...

Infelizmente, também sou dessas pessoas. Posso até tomar a decisão, cortar as folhinhas que já estão castanhas, mas agora cortar a planta pela raiz é algo que me custa muito. Depois de pôr a semente, de a ter regado e de ver algo nascer, custa muito saber que a bela flor se tornou numa espécie carnívora e que, se não acabarmos nós com ela, é ela que acaba connosco. Custa, custa muito, mas acredita que depois percebes que se não a arrancares nunca vais conseguir ver como ficará a paisagem sem ela.

(E, só para que conste, eu estou na paisagem. E muito, muito mais coisas)

Turtle disse...

Eu conheço a paisagem ser essa espécie carnívora, que agora parece inofensiva. Enquanto se alimentar sozinha e não me der despesas, deixá-la estar. Estou à espera do carpinteiro. Se me começar a pedir lotes de moscas, arranco-a.

É claro que estás na paisagem, em 1º plano!

Miss Murder disse...

Olha que já eu acredito que o tempo cura. E cura muita coisa.

S* disse...

Se é carpinteiro, ajuda-nos a construir-nos de novo.

Roxanne disse...

Aquela resposta do CR era pelos assobios que ouviu a ser vaiado!

sapo disse...

Turtle, não esperes pelo carpinteiro. Se te atrapalha assim tanto, seca a planta com ácido. E depois de seca, corta-a, arranca as raízes e chega-lhe o fogo. Ainda te vais sentir bem, a aquecer as mãos no tronco ardente dessa planta nefasta!

Turtle disse...

Roxanne, perdoa então a minha ignorância! :)

sapo, não me estou a referir apenas a uma coisa ou a uma pessoa, mas a várias. Essas "coisas" atrapalham, é verdade, mas não tanto que eu tenha prazer em as destruir por completo, porque no fundo eu até gosto delas. Simplesmente não são a melhor "coisa" para mim. Talvez chegue o dia em que farei o que dizes sem qualquer remorso... obrigada pelo apoio!!! :)

Vera, a Loira disse...

Se é carpinteiro pode sempre remodelar-te o coração.

sapo disse...

Apoio? Um sapo dá pouco apoio porque é baixinho. Mas se és uma tartaruga, percebes bem isso. Mais uma razão para nos tentarmos ajudar. Nem que seja assim. A mandar bitaites!

Patife disse...

"Eu digo que ninguém se perdoa no tempo". ;)