27 de abril de 2013

Updates de estagiária #4

Atender ao público tem muito que se lhe diga. Tenho para mim que é uma excelente forma de conhecer o tipo de pessoas que existe por aí e que até agora não passavam de "uma história que o amigo do vizinho do meu avô contou à minha prima em segundo grau". No outro dia conheci uma personagem de bradar aos céus por clemência, (levem-me deste mundo cruel!) eu não quero coexistir no mesmo mundo que esta pessoa. Passo a explicar:

Turtle, com sua alegria matinal, avista mulher nos seus 40 (aviso já que eu sou péssima a avaliar idades, tenho histórias igualmente péssimas com isso -.-), com ar trombudo e desleixado, doravante chamada de "Criatura do demónio" e chama-a para o seu balcão. 

Turtle: Bom dia!!
Criatura do demónio: (olha para mim com ar de desprezo, olha em volta, apoia um cotovelo no meu balcão e...) Tem alguma coisa para fazer abortos? (assim, de chapa, alto e bom som)
Turtle: (dou um passo para trás, assimilo o que ela está a dizer, penso "grande filha da mãe que quer que eu lhe dê misoprostol, isto não me está a acontecer") Desculpe, mas não lhe posso dispensar nada para isso...
Criatura do demónio: Tem Norlevo ou Postinor???
Turtle: (penso que nunca ninguém lhe deve ter explicado que a pílula do dia seguinte não é abortiva, mas menos mal que é só isto que ela quer, vou buscar a Norlevo que era a que estava mais a jeito e ponho a caixa no balcão) Bem, tenho Norlevo, por exem...
Criatura do demónio: (interrompe-me a meio do discurso, agarra na caixa com a pontinha dos dedos, como se de algo nojento se tratasse) E quantos comprimidos tem isto?
Turtle: Tem só um, é de toma única. (penso, afinal não és tão versada assim, criatura do mal). Se a relação tiver ocorrido há menos de 72 horas, a eficácia deverá ser bastante grande.
Criatura do demónio: DISSE QUANTAS HORAS?!
Turtle: 72 horas. A partir daí ela também tem acção, mas quantas mais horas tiverem passado, a eficácia decresce grandemente.

Criatura do demónio olha para mim com o mesmo ar de desprezo, atira a caixa para cima do balcão e vira-me costas sem mais uma única palavra.

O que é que eu tiro disto? Para a próxima não digo nada. É que por muito pouca acção que a pílula fosse ter, sempre era qualquer coisa entre aquela mulher e a maternidade. Ninguém merece uma mãe daquelas!

14 de abril de 2013

Aquele momento em que...

...Tu descobres que a tua faixa favorita de uma aula de ginásio (Cx workx) é cantada pelos One Direction -.-'

9 de abril de 2013

Updates de estagiária #3

Mas será possível que tudo o que é estrangeirada me aparece a pedir socorro por terem a pele da cara completamente esturricada? Com esta chuva? A sério? Se se descuidam e vêm cá no Verão, ainda acabam no prato de alguém: lagosta suada à la estrangière...

6 de abril de 2013

Updates de estagiária #2

Palavras novas até agora:

- Oxogénio (oxigénio)
- Zytrex (ou Zyrtec, para os comuns mortais como eu)
- Genéticos (genéricos)
- Atensão (tensão)
- Cóstról (colesterol) 
- Sexodil (esta é sempre motivo de um risinho suprimido, dirty minded Turtle! Mas o que querem é mesmo um Sedoxil)
- Inaugurizado (inaugurado)
 e mais toda uma miríade de pérolas que eu não consigo decorar por serem tão "peculiares"...


Turtle em constante aprendizagem dessa língua maravilhosa que é o portugalês.

26 de março de 2013

Updates de estagiária #1

Aos dois leitores que ainda me devem restar: Eu não me finei!! Mas entrei em estágio há coisa de 3 semanas, o que me deixa muito menos tempo, e ainda menos energia, para ligar o computador e escrever alguma coisa que valha a pena ser lida (ó p'ra mim toda convencida, a achar que escrevo alguma coisa remotamente decente). Como não sei se isto vai melhorar muito, deixo-vos (ou vou tentar ir deixando) algumas linhas neste tópico. Here we go:

#1 A farmácia onde estagio tem um ambiente espectacular. As pessoas dão-se muito bem e quase todos os dias há uma sessão de riso incontrolável. Óptimo para quem se sente uma forasteira.

#2 Aquilo é tudo muito giro na recepção de encomendas, ah e tal, até dominares aquilo. Depois passa a ser uma seca dos diabos.

#3 Primeiro dia de Balcão. Duas palavras: ME DO. Balcão sem mais ninguém na sala: MUITO ME DO. 

#4 Sinceramente não gostei desde primeiro dia de balcão. É muito pormenor a ter em atenção, o programa nem sempre colabora, eu também o acho uma mulher com TPM e nós não nos damos bem, pronto. Pessoas da casa, pessoas com conta a crédito, pessoas desconhecidas, receitas suspensas, descontos, tratamentos completamente diferentes. Ter as gavetas a respirar demasiado bem. Ter de dizer repetidamente as palavras "não tenho". O Passos devia deixar de mandar a empregada à farmácia e ir ele próprio para ver o pandemónio em que isto ficou. Stress. 


Tomorrow will be better. It better be.

20 de fevereiro de 2013

Pequenos achievements de uma retardada #1

Diz que depois de uma aula de Pilates especialmente puxada (tanto quanto uma aula destas pode ser), consegui fazer algo que já não fazia há vários anos: de pé, com as pernas juntas e esticadas, baixar o tronco com os braços em direcção ao chão e assentar toda a mão no chão. Sempre consegui tocar com as pontas dos dedos ou com algum aquecimento, colocar todo o comprimento dos dedos no chão, mas a mão toda, sem esforço? Há séculos que não conseguia. Naquele momento senti-me quase criança outra vez. E pronto, era só isto. Não podem dizer que eu não avisei no título!

(ok ok, eu conto o momento anedótico da aula: uma senhora resolveu levar demasiado à letra quando a instrutora disse "deitem todo o ar fora"... mas simplesmente pelo outro extremo do tubo gástrico. See what I mean? :P)

Post à mete nojo

Eis que chega o momento. Passados 5 anos de muitos risos, alguns choros, algumas confusões, afastamentos e reaproximações, chega o momento em que nos enfiamos todos (ou quase!) dentro de um avião em direcção a La bella Itália. E se ao início nem pensava nisto - enquanto andava tudo a pipocar e a delirar com a viagem, para mim enquanto não tivesse o estágio escolhido, não me sabia a "real"- agora, a menos de 48h de partir não consigo pensar noutra coisa.Ora vejam o meu status:

Papel tosco cheio de gatafunhada com o que pretende ser uma lista de "se te esqueces disto, vais arrepender-te": checked!

European Youth Card: checked!

Cartão Europeu de Seguro de Doença: checked!

Pedinchar à Directora Técnica da Farmácia para onde vou estagiar para me dar o dia 1 de Março, senão vai ter uma estagiária zombie (ou ausente, visto que voos gostam de atrasar e coisas bonitas dessas): not checked! Amanhã vou por a minha melhor cara fofinha e levar a minha madrinha de curso para a batalha (porque ela já conhece o adversário!).

Mala: not checked. Amanhã é que vão ser elas. Ai que grande porra. A sério. Não faço a menor ideia do que vou levar. Pelo que sei, devia era levar um fato hazmat, que aquilo diz que vai chover e assim estava protegida contra tudo. Mas no final de contas, eu posso escrever 5000 palavras sobre isto, mas o problema vai sempre ser basicamente este:

O espaço que eu preciso para levar tudo o que sei que vou necessitar:

O espaço que eu tenho na realidade:

(uma coisinha com uns reles 50cm de altura, até a gaiola da minha caturra deve ser maior)

Estão a ver o grande problema da questão, certo?


15 de fevereiro de 2013

Ricardo Araújo Pereira - a verdadeira razão da evolução



Tenho para mim que a grande diferença entre o Ricardo Araújo Pereira de 1994 e o Ricardo Araújo Pereira dos dias de hoje reside na extracção cuidada de um supositório em forma de torpedo de grandes dimensões. Para ver na íntegra - porque vale a pena!- aqui. Como um pequeno génio do humor um dia já foi um "puto com camisas que davam para fazer piqueniques".

(Ricardinho, mas eu gosto muito de ti, sim? )

23 de janeiro de 2013

Confissão maliciosa

O que eu A-D-O-R-O ver quando os sabichões de meia-tigela (que têm tanta inteligência quanto um ratinho de laboratório, mas acham-se Einsteins em potencial, e "ai que eu sei mais que o professor") têm notas menores do que o resto da "plebe" e se insurgem contra o mundo e arredores, com coisas que até nada têm a ver com a sua nota, mas sim com as dos outros (porque foram mais altas que a deles, obviamente), só para disfarçar. Um espectáculo digno de se ver. Clap-clap.


13 de janeiro de 2013

O que eu tenho de aturar #2

Como já podem ter reparado, o meu pai de vez em quando tem umas saídas...err...interessantes. Normalmente depois a culpa é sempre minha (not), mesmo que eu não tenha tido nada a ver com o assunto. Hoje aconteceu mais um exemplo:

Telejornal da Sic: "(...) Xutos e Pontapés comemoram o 34º aniversário da banda, enquanto secretamente comemoram também a despedida de solteiro de Zé Pedro"

Mãe: Outra?
Pai: Como assim, outra? Zé Pedro... não é aquele apresentador da TVI? 

( cara de -.-' minha e da minha mãe)

Eu: A sério, pai? Uma noticia gigante sobre os Xutos e tu achas que eles estavam a comemorar a despedida de solteiro do Zé Pedro Vasconcelos?? 
Mãe: É um elemento da banda...
Pai: O que é que foi, podia perfeitamente ser o apresentador!! Mas eu agora tenho de saber isso?
Eu: Vá lá pai, põe lá o Tico e o Teco a funcionar...
(passado 2 minutos)
Pai: Estás a ficar muito irreverente, tu!


E pronto, é isto.