27 de outubro de 2012

1000 tsurus

Reza a lenda Japonesa que se dobrarmos 1000 tsurus (ou grous) de papel como o que se encontra no fundo deste blog, temos direito a um desejo concedido. Posso não ser a pessoa mais hábil deste mundo, mas acho que vou começar a fazê-los e a distribuí-los pelas minhas pessoas. Talvez não me concedam o desejo (até porque chegar aos 1000 deve envolver muito tempo e muito papel), mas quase de certeza que me concedem um sorriso! 

To hurt or not to hurt.

Na vida, tudo existe num equilíbrio delicado. Demasiado sol e apanhas uma insolação, demasiado frio e entras em hipotermia. Demasiados risos e pensam que não tens a roupa toda na mala, um rosto demasiado sorumbático e acham que não jogas com o baralho todo na mesma. Demasiados neutrófilos no sangue e tens neutrofilia, demasiado poucos e tens neutropénia. Cabe a nós encontrar um happy medium e tentar ser o mais normal possível, se bem que, como dizia Caetano Veloso, "de perto, ninguém é normal". Mas isto não foge totalmente ao nosso controlo. Muito pior que isto são as situações em que tu sabes de antemão que digas o que disseres, faças o que fizeres, estás condenado a fazer asneira. Não há meio termo. Y é sempre uma variável dependente, no matter what. Depende da situação X e, nalguns casos, agarra-se fielmente ao desastre, de tal forma que por mais contas que fizeres, por mais que o dividas vai dar sempre um número enormíssimo. Se não divide apenas por 0, fica lá perto. Exemplo disto são as situações em que sabes que, por mais que doures a pílula, vais magoar alguém. Bem que podes dizer as coisas com um tom suave, dizer que é assim mesmo, mas a inevitabilidade da verdade está sempre lá. A perda está-lhe sempre inerente. A dor que causas nunca poderá ser mascarada. No final, depois de largares a bomba e te sentires como um Enola Gay, também a ti te dói. "To hurt or not to hurt?" nem chega a ser uma questão. É uma falácia. To hurt. Resta esperar que a cicatriz não seja muito grande. 


Afinal, a vida não é um equilíbrio, é um desequilíbrio.

24 de outubro de 2012

Como fazer uma boa acção e ficar irritado com uma geração ao mesmo tempo

Uma pessoa sai do comboio carregadíssima de malas e malinhas, parecendo efectivamente uma Turtle em todo o seu parco esplendor, e só lhe apetece ver o elevador à frente para evitar mais uns passos do que os estritamente necessários. Uma pessoa consegue entrar no apinhado elevador mesmo à justa e, antes de poder respirar fundo, vê uma senhora, dos seus 70 anos talvez, chegar à porta do elevador e perguntar "Cabem mais duas?". Vendo que era uma senhora de idade, digo generosamente "Deixe estar, entre a senhora que eu saio!" e saio do elevador, já a pensar que não me apetecia nada descer as escadas, mas que era por uma boa causa. E o que é que se ouve da boca da dita senhora? "Ó Rita (outra senhora, mas bastante mais nova) anda cá!!". O "obrigada" deve ter ficado preso nos 3 quilos de laca. Por isso, não me venham dizer que os velhotes são todos fofinhos, porque não são. 

17 de outubro de 2012

Pessoas. Peixes. Isco. Profundezas. Metáforas.

Pessoas. Pessoas que não sabem o que querem. Que não estimam o que têm, enquanto o têm verdadeiramente. Pessoas que não conhecem o peso da culpa, o esgar da desconfiança que provocam, a pontada da dor que infligem. Só se interessam pelo seu bem-estar, pela sua dor, pela sua integridade, pela sua vontade e pelo que lhes dá na real gana. Pessoas que não são mais que pescadores de conveniências. Eventualmente, até o mais incauto dos peixes aprende que daquele isco não sai alimento de espécie alguma e foge para as profundezas do oceano. É então que o pescador, vendo a sua teimosia a ser desafiada, decide vestir o fato de mergulho, apenas para provar a sua suposta superioridade e levar a sua vontade avante. O peixe desapareceu, o pescador aumenta e embeleza o engodo. Engole-o tu, diz o peixe. Pode ser que te fique preso na garganta.

Aquele momento em que...

Descobres que afinal não és tu que és má e que só vês os defeitos das pessoas. Segunda oportunidade dada. Resultado: Bitches will be bitches.

15 de outubro de 2012

E é isto que eu tenho de aturar.

O meu pai entra no meu quarto e, ao ver-me com um ar de frete a olhar para o pc, resolve fazer a seguinte conversa:

pai- Então, tens dado matéria?
eu (a tentar acreditar que tinha acabado de ouvir aquilo) - Não pai, os professores estão lá só a passear!!
pai - Mas tens tido práticas? Ou só teóricas?
eu - Mas que raio de pergunta! Obviamente que tenho tido práticas, o que achas que vou lá fazer todos os dias? (e o meu pai está careca de saber que eu NÃO VOU às teóricas)
pai - E eu sei lá se andas a ter práticas ou só teóricas!! Não tenho obrigação de saber isso!!

E sai do quarto a assoprar.

Esta conversa teria algum sentido se eu estivesse no meu primeiro ano de faculdade e na primeira semana. No quinto ano e já a meio de Outubro torna-se um teste à minha paciência...

28 de setembro de 2012

Os verdadeiros inventores da mentira

São, sem sombra para dúvidas, os treinadores de ginásio. "Só mais 8" significa "vão fazer mais 32", "é a última!" quer dizer "é a última das repetições, porque a seguir vais ficar em posição de agachamento durante dois mil anos".

Nem quero imaginar como vou conseguir descer as escadas amanhã para chegar à cozinha. Acho que vou ficar a jejum.

22 de setembro de 2012

Aptidão inata para a asneira.

Ontem, em conversa com a minha irmã:

Eu: Mana, quanto pagas pelo ginásio?
Irmã: Pago X€ por duas vezes por semana.
Eu: Sabias que podes pagar menos por seres filha da mãe?
(facefreeze da minha irmã a olhar para mim)
Eu: Isto saiu-me um bocado mal, não saiu?

(Explicação: a entidade empregadora da minha mãe tem convenção com aquele ginásio e usufrui de desconto, extensível aos filhos)

Agora digam lá que eu não tenho todo um potencial para fazer um discurso público desastroso. 

10 de setembro de 2012

When the right thing is to act the wrong way.

Andei a pensar. Eu penso demasiado. Aliás, passo a vida nisso, a pensar na coisa certa a fazer, até na coisa certa a pensar. E, na maioria das vezes, como seria de prever, estrago(me) tudo. Somos moldados a ser melhores, a almejar sermos Maiores, mais cultos, mais sábios, mais conscientes, mais humanos. Ponderar e tomar a atitude certa, agir de acordo com um certo padrão de valores, mesmo que isso signifique anular um pouco do nosso ser, engolir o nosso orgulho e deixar feridas abertas, para sararem com o tempo e nada mais, tudo em nome da "coisa certa a fazer". Contudo, a atitude certa pode ser precisamente tudo o que a antagoniza: nada menos que... a coisa errada a fazer. Errada porque é egoísta, não passa de uma posição fria e calculista. Seguir o caminho mais fácil, e não o caminho dos justos e honrados. Porque vai contra tudo o que alguma vez nos propusemos a ser. A solução é, por mais estranho e estúpido que pareça, precisamente ser o mais desumano possível. É a única que nos salvaguarda, que protege o nosso âmago e que não nos deixa cair em abismos de onde poderemos nunca regressar, porque a outra parte da equação insiste em puxar a corda. Que nos deixa sentir o que devemos, à altura certa, na quantidade certa, sem ter forças externas e moralistas a moldar o que deveríamos passar, ao invés de estarmos confinados a sentir por defeito, a obrigarmos a alma a passar por labirintos e martírios que não lhe pertencem. A única que nos traz menos dor e um alívio mais célere. Por vezes, e apenas por vezes, o certo é fazer o errado. Porque a coisa certa a fazer só o é, quando o mundo o permite. 

18 de agosto de 2012

Modernices que o tempo da Maria Caxuxa não permitia

Conhecer família pelo Facebook. Eu, que tenho uma família bem alargada, não conheço nem um quinto. Só em primos e primas dos meus pais, dava para encher o Coliseu dos Recreios!

O tipo de coisas que me fazem rir


(E que me fazem ver a série, que o rapaz não é nada que se deite fora!)