14 de junho de 2012

Coisas que me fazem comichão

Aquela malta que assina os comentários. Eu (e o resto do mundo, suponho) sabemos ler o vosso nome logo no início do comentário, não é de todo necessário que o repitam no fim. Capiche?

10 de junho de 2012

A minha família française

Ora aqui a Turtle tem, como 90% da população portuguesa, família em terras francesas. Mas digo-vos, não param de me surpreender... senão vejam:

- Segundo os meus pais, uma das primas (honestamente não me lembro de qual, eles são mais que as mães) voltou a Portugal 6 meses depois e sai-se com a seguinte pérola "Ah, como é que se diz isso? Já não me lembro!!" ao que a minha mãe responde "Diz-se frigorífico...-.-' ". De notar que não era uma priminha de 5 anos, mas uma mulher mais que feita. Ah e uma em cada 4 palavras era "Voilá!".

- Há uma outra prima que, quando nos mudámos de casa há 12 anos, convidamos gentilmente (ok, não foi tão gentilmente porque a minha mãe não vai com a cara dela, mas tinha de ser) para vir jantar cá a casa numa das viagens que cá fez. Olhou para tudo com um ar de "que porcaria" e o único comentário que teceu foi "O quê, não tens o forno encastrado?!?! Lá na França isso já nem se usa assim!!". De notar que a minha casa é bem bonita e bem decorada, e viemos depois a saber, por outra parte da família, que a casa dela era basicamente um corredor estranho e que não tinha forno encastrado coisa nenhuma. Ah e aquilo é gente mais fatela que eu sei lá o quê, quanto mais françaises, mais pirosos.

- Toda a família tem a sua gente maluca. Como se não bastasse os de cá, também exportamos maluquice para lá. A quantidade de histórias mirabolantes daquela gente dava para encher um livro de 500 paginas com letra tamanho10.

- Uma das minhas primas mais novas chama-se Cindy. Isto eu nunca vou conseguir ultrapassar, porque para além de ser nome de boneca de plástico, para mim será sempre o nome da cadelinha da minha tia. O irmão dela teve ainda menos sorte, porque herdou o nome do pai, Hilário (acho que é isso... se não é, é um nome ainda pior que a minha memória bloqueou). Mas toda a gente lhe chama Jimmy, go figure. 

- A mãe dessa minha priminha tem, na sua foto de perfil do facebook, nada mais, nada menos que a foto do Cristiano Ronaldo. Seria de se pensar que a senhora andou a tomar androgéneos e masculinizou os traços, mas não, ela é só extremamente patriota. Mas não deixa de ficar estranho ver o nome "Célia" e depois a foto do CriCri.

- Mas ao menos a senhora do Ronaldo ainda ensinou português aos filhos. Já outra, que eu não sei exactamente qual o grau de parentesco que tem com ela, tem dois filhos bem mais velhos que não sabem uma única palavra de português. Resultado: há uns 2 anos vieram cá e pareciam uns atrasados (um deles acho que é mesmo, coitadinho, mas parecia fofinho), e devem ter apanhado a maior seca da vida deles. Era mais fácil quando eu e a filha do casal, há mais de 10 anos atrás, nos entendíamos por gestos. Ainda me lembro de a tentar demover de ir ao banho no parque de campismo já depois das 7 e meia da tarde, quando já estava um tempo de caca e os balneários estavam a ficar apinhados. Sim, eu andava também com um bloquinho para lhe explicar as coisas por desenhos. Também me lembro que ela tinha uma maneira estranha de calçar as meias, só calçava a planta do pé, o calcanhar ficava de fora. Nunca percebi porquê, mas achei que não valia a pena contrariar gente doida.

- Parece que a menina das meias se casou, precisamente no dia de anos do meu pai. Vi as fotos do vestido e só me fez lembrar o vestido que a minha tia usou no casamento dela, há mais de 15 anos atrás. Lá está: viver na France não é sinal de moda avant garde.

Basicamente, daquela gente toda, gosto de uns tios, mais velhos, que são uns amores de pessoas. (Vá, a familia CR7 também é simpática, um bocadinho burgessos, mas simpáticos).


E é por isto que eu nunca fui a França.

7 de junho de 2012

Dilemas de ser filha da minha mãe

Apetece-me fazer uma grande tosta mista para o lanche, mas não posso. É que a minha mãe olhou para mim e para o meu pai com um ar extremamente ameaçador ontem enquanto dizia que tínhamos de comer o bolo ou ela nunca mais fazia nenhum. Mas não me apetece nada comer o raio do bolo. Portanto ou como o bolo contrariada ou então enfrento os olhares mortíferos da minha querida mãe enquanto faço a minha mega tosta.

Resultado: não lanchei ainda.

Ser filha da minha mãe dá fome, é o que vos digo.


P.S.: de notar que o meu almoço foi peixe assado e eu sempre ouvi dizer que "peixe não puxa carroça"...

6 de junho de 2012

A quem lhe servir a carapuça

Pessoas chatas que não se tocam que eu não quero ir sair com vocês: por favor, parai imediatamente de me foder o juízo. Sim, com as letras todas e sem asteriscos.

8 de maio de 2012

Vou adorar a pessoa que me oferecer...

Um controlo remoto para apagar a luz do quarto. É que se há coisa que me irrita é ter de sair do quentinho da cama para ir carregar no interruptor!

3 de maio de 2012

Caracterizo o meu humor com base...

... na minha capacidade de ver formas nas nuvens. Se estiver de mau humor (ainda que eu própria não tenha reparado bem) não consigo vislumbrar nem um miserável coelhinho felpudo. Já quando estou de bom humor, o céu parece um sótão repleto de coisas e histórias para contar. Quando eu distingo e invento formas no céu, sei que o dia me vai correr bem :)


E sim, eu sei que sou estranha, não vale apontar isso nos comentários, sim?

27 de abril de 2012

Aquele momento merdilhento em que...

Tocam à porta, entusiasmas-te porque é o teu pc novo que vem aí, vais para pagar a encomenda com multibanco (como te disseram para fazer), percebes que o senhor da transportadora não está autorizado a fazê-lo para aquela encomenda, ele liga para a sede, te responde que tem muita pena mas que não vai poder lá deixar-te o pc e que, não garantindo nada, voltava hoje ou segunda feira, e tu vês o teu tão aguardado pc a ir-se embora...

26 de abril de 2012

Às vezes, um adeus é um verdadeiro Adeus. Não é um Até Já, nem um Até Qualquer Dia. É no fim de um rio que nasce o Mar.

18 de abril de 2012

Decisions, decisions.

18h20. Está atrasado, agora deve ser moda. Tudo na minha vida vai estando algo atrasado, mas desta vez é mesmo o comboio. Boa, finalmente chegou, e a porta mais próxima está a... 10 metros de mim, e mesmo em frente a uma multidão que embala a estrutura azul enquanto se atropela para entrar, como se da sua vida se tratasse. Depois de tanta espremidela humana, acabo por conseguir entrar. Obviamente, zero lugares vagos. Ou melhor, até havia um, mas ninguém se atreveu a lá sentar-se, que o tipo que estava em frente devia ser aparentado da torre Eiffel, o que significava que qualquer um teria de ficar em posição fetal se quisesse lá alapar o rabo. Quando a sentença ao calor humano (the bad kind), à falta de oxigénio e à conversa alheia parecia certa, coloco-me estrategicamente nas escadas, fazendo uso dos saltos altos para ter acesso a ar respirável e a conseguir ocupar um volume confortável de espaço. "I'm freeeee to be whatever I, whatever I like and..." chega-me aos ouvidos, vindo de uns phones à minha frente. A princípio, irrito-me. Esta deve achar que não se ouve nada. Típico mau feitio meu. Refreio a vontade de lhe perguntar se sabe onde está o botão do volume e para que serve. Mudo a minha própria frequência. Fico com vontade de lhe perguntar se tem resto da discografia ou se é só mesmo aquela música, é que eu também gosto de Oasis. Ela, quase como se me pudesse ouvir os pensamentos, muda a música para algo irreconhecível. Foi nesse preciso momento, enquanto o rio me passava ruidosamente à frente, que decidi que eu própria não iria fazer uso do meu mp4. O calor humano, o ruído e as gargalhadas alheias, tudo era exterior a mim. Nada naquela viagem dependia de mim, nem se apanhava um lugar sentado, se o comboio parava a meio da linha, se a senhora que se sentou lá a frente ocupava dois lugares com massa gorda ou se alguém decidia mudar a música que ouvia. Ali, o meu poder recaía apenas sobre mim, sobre os meus pensamentos e sobre a sua inevitabilidade. Perdi-me neste mesmo pensamento. Os ruídos e as decisões dos outros, o calor que emanam dos corpos cansados, tudo conta a história de quem são. Tudo o que era exterior a mim estava ali, bem defronte aos meus olhos. Tinha uma posição privilegiada, a de observadora incauta. Sentia-me numa ilha, isolada do mundo, como se ninguém pudesse aplicar o mesmo processo de observação a mim mesma. Ali, nada dependia de mim. Relaxei, ouvindo e sentindo o mundo decidir por mim. 

13 de abril de 2012

Balanço de uma sexta feira 13

- Um candeeiro partido

- Descobri, já deitadinha na marquesa, que a depilação que ia fazer afinal era de Luz Pulsada e não Laser

- Percebi que fui roubada nas minhas anteriores sessões noutra clínica, porque elas faziam-me aquilo em 20 minutos e não me doía quase nada (mas os efeitos também pouco se viam, daí ter mudado de sítio) e eu hoje apanhei uma seca de uma hora e meia e aquela porcaria afinal dói (talvez porque elas usavam potência 20 - segundo elas, altíssima! - e eu hoje descobri que isso é o que se usa para o rosto, e fiz com potencia 38 - diferença pouca...)

- Uma soneira descomunal

- Descobri que o gravador de CDs do meu portátil está avariado e só inutiliza CDs em vez de os gravar

- Um trabalho de Saúde Pública que não está minimamente feito 

- Dois artigos em português lidos, um em inglês a desafiar as leis do Universo para que eu não faça curto-circuito com os dois últimos neurónios que me restam

- Uma soneira descomunal, já tinha dito??

Sexta feira 13, vai-te embora e nunca mais voltes. I beg you.

9 de abril de 2012

Aquele momento em que...

...Acabas um trabalho gigante que te sugou a vida durante as "férias" (conceito abstracto, para mim), vais toda lampeira ver o primeiro episódio da segunda temporada de Game of Thrones (porque tu mereces) que andou a gozar com a tua cara a semana inteira na pasta dos vídeos e te apercebes que... aquela porcaria está numa língua absolutamente incompreensível.

3 de abril de 2012

Diz que a minha cabeleireira me deve odiar...

... mas neste momento, quem lhe tem um pó desgraçado sou eu. "Quero manter o comprimento, porque quero deixar crescer o cabelo, portanto é só cortar mesmo as pontas" não significa "Cortar uns 4 dedos de comprimento e ficar a parecer um cão de água". Nunca mais a senhora verá a minha cor. Muito menos a do meu cartão multibanco.

25 de março de 2012

Ser Eu.

roubado daqui
Sinto falta de Ser. De perder-me nas palavras sem me perder na razão. Entrar por caminhos desconhecidos, como se soubesse de antemão as coordenadas da saída mas as quisesse ignorar, só pelo gosto que me dava descobrir a saída pelo meu próprio pé. Sentir uma música como se fosse minha, sem perceber uma única sílaba do que é musicado. Caminhar pela beira da água na praia ao entardecer e não resistir à vontade de entrar dentro de água, ainda que o sol já mal se distinga por entre as montanhas. Comprar um bilhete de ida para uma qualquer cidade e só de lá regressar quando estiver a transbordar da sua essência. Aninhar-me nos meus próprios pensamentos e reconhecê-los como o meu melhor porto de abrigo. De sentir o calor de um sorriso amigo e saber que ele estará sempre lá (que sei). De ter sempre a melhor resposta para tudo, ainda que não saiba o que estou a dizer. De ser uma perfeita confusão... sem qualquer pretensão de o querer ser. 

Afinal, já Sou. 


Ou quase.