9 de abril de 2012

Aquele momento em que...

...Acabas um trabalho gigante que te sugou a vida durante as "férias" (conceito abstracto, para mim), vais toda lampeira ver o primeiro episódio da segunda temporada de Game of Thrones (porque tu mereces) que andou a gozar com a tua cara a semana inteira na pasta dos vídeos e te apercebes que... aquela porcaria está numa língua absolutamente incompreensível.

3 de abril de 2012

Diz que a minha cabeleireira me deve odiar...

... mas neste momento, quem lhe tem um pó desgraçado sou eu. "Quero manter o comprimento, porque quero deixar crescer o cabelo, portanto é só cortar mesmo as pontas" não significa "Cortar uns 4 dedos de comprimento e ficar a parecer um cão de água". Nunca mais a senhora verá a minha cor. Muito menos a do meu cartão multibanco.

25 de março de 2012

Ser Eu.

roubado daqui
Sinto falta de Ser. De perder-me nas palavras sem me perder na razão. Entrar por caminhos desconhecidos, como se soubesse de antemão as coordenadas da saída mas as quisesse ignorar, só pelo gosto que me dava descobrir a saída pelo meu próprio pé. Sentir uma música como se fosse minha, sem perceber uma única sílaba do que é musicado. Caminhar pela beira da água na praia ao entardecer e não resistir à vontade de entrar dentro de água, ainda que o sol já mal se distinga por entre as montanhas. Comprar um bilhete de ida para uma qualquer cidade e só de lá regressar quando estiver a transbordar da sua essência. Aninhar-me nos meus próprios pensamentos e reconhecê-los como o meu melhor porto de abrigo. De sentir o calor de um sorriso amigo e saber que ele estará sempre lá (que sei). De ter sempre a melhor resposta para tudo, ainda que não saiba o que estou a dizer. De ser uma perfeita confusão... sem qualquer pretensão de o querer ser. 

Afinal, já Sou. 


Ou quase.

18 de março de 2012

Há um ano atrás...

Estava eu ainda a tentar acalmar toda uma pilha de nervos que vivia dentro de mim. Precisamente neste dia, há um ano atrás, tirei a carta!

12 de março de 2012

Pequenez de sonhos

Nunca fui de grandes sonhos, é verdade. Aliás, só há alguns anos é que me vejo a sonhar com alguma coisa que não seja simplesmente o fim das aulas e o início do Verão e dos dias (bem) passados a venerar o sol e tudo o que ele proporciona. Com o passar dos anos, paixões vão sendo descobertas, objectivos algo irreais conseguem invadir o meu pensamento e é disso que se formam os sonhos: daquilo que me parece algo impossível agora, mas que talvez um dia consiga realizar e que sei que me faria uma pessoa mais feliz e realizada. E para isso é preciso sonhar em grande. Não estou a falar em ser a nova Oprah Winfrey (também não exageremos!!!), mas em objectivos que sejam mais do que chegar viva ao fim do mês. Tudo isto para dizer que eu achava que toda a gente era como eu, que podia ser pobre no bolso, mas não pobre em sonhos, porque é pelo sonho que vamos, já dizia Sebastião da Gama (e eu já o citei aqui).

Eis que fui a uma reunião onde era pedido que um conjunto de pessoas partilhassem os seus sonhos. Estas mulheres tinham  entre 35 e 45 anos, mais ou menos (eu nunca fui lá grande espingarda a avaliar idades, mas enfim). O que é que eu esperava ouvir? Que queriam viajar até algum país em especial, que queriam escalar o Etna, que sonhavam ir em missão para África, whatever... não podia estar mais errada. O SONHO desta gente era algo tão infimamente pequeno que considero uma ofensa à palavra "sonho". Uma dizia que o sonho dela era pagar a casa e dar algum dinheiro aos filhos. Outra que queria fazer mais algum dinheiro para as contas não serem tão apertadas ao fim do mês. Outra queria ter emprego. Outra não tinha sonhos, de todo, o que para mim é ainda mais grave. Fiquei perplexa. Apenas uma pessoa dizia que, para além de pagar a casa (esse grande sonho, aparentemente...), gostava de fazer uma viagem à Tailândia. Caramba, mas o que aconteceu a esta gente? Sei bem que não devem ser as únicas. Será que vão para a cama e sonham "Ah, tenho a casa paga, já não quero mais nada da vida!!!!" ?!? O que é feito da grandeza de espírito? Temos de domar a carteira, mas não temos de domar o espírito!! Onde estão os verdadeiros sonhos? Aqueles que parecem tão irreais, mas ao mesmo tempo sabíamos que nos faria escandalosamente felizes, ou que no conjunto com outros sonhos, faria de nós alguém com o coração cheio? Onde está aquele sorriso absolutamente idiota que é suposto nos ficar na cara à mínima menção de certas ideias que são os nossos sonhos? Onde está o que nos move, dia após dia? Não está. Foi substituído pela pequenez a que nos obrigamos a vergar, por força das circunstâncias. Limitam-se vontades, resume-se estupidamente um sonho ao minimamente atingível, nem que seja aos 60 anos, devagarinho e que sirva apenas para vivermos ligeiramente mais descansados. Para mim, isso não é um sonho, é algo que dá jeito, nada mais. Quero uma casa de praia. Quero perder-me na floresta da Amazónia. Quero ver de perto os rios de lava do Kilauea. Quero fazer um interrail com os amigos. Quero encontrar a minha alma gémea. Quero viver até aos 75 pelo menos e conseguir contar as minhas histórias de vida aos meus netos. Quero sentir o sangue a correr-me nas veias, para saber que estou viva. Que me perdoem os pobres de espírito, mas da grandeza dos meus sonhos e do brilho que dão aos meus olhos, eu cá não abdico. Não me vou resignar à pequenez da minha existência.

7 de março de 2012

Sou só eu que acho que... #2

Isto é para lá de feio? Anda meio mundo com isto nos pés, e nem sabem a impressão que me faz. É que cada vez que olho para os pés de uma... só me consigo lembrar de cascos de vaca. A sério. É claro que isto não ajuda nada quando vejo umas de cinco em cinco minutos, fico sempre à espera de as ouvir mugir.

23 de fevereiro de 2012

Never look back.



Na verdade, é algo que desaprendemos. Quando éramos crianças, sabíamos que se corrêssemos e olhássemos para trás, os postes e o chão tinham um encontro marcado com a nossa cara. Então porque é que em adultos passamos a vida a sofrer e a pensar no passado? Porque é que mesmo sabendo que estamos a andar para a frente, porque o mundo não parou de girar, insistimos em reviver e repensar "e se... e se..??". Não faz sentido, da mesma maneira que não fazia sentido correr num sentido e olhar para outro. Se pensarmos bem, ao fazê-lo, podemos estar a perder o que está mesmo à nossa frente enquanto insistimos em distinguir os contornos do que já ficou para trás. 

Pessoalmente, cheguei à conclusão que ganho anos de vida em não olhar para trás.

22 de fevereiro de 2012

Post fútil de alguém que não se reconhece

Damn, eu nunca fui materialista. Nunca me lembro de dar o mínimo valor a penduricalhos e roupa fashion, para mim sempre foi algo perfeitamente dispensável. Eis que há algum tempo que ando com vontade de mudar um bocadinho, porque simplesmente estou farta de estar sempre igual. A maioria das mulheres quando se sente assim vai ao cabeleireiro, mas aqui Turtle Maria não tem especial afeição a tesouras a não ser que sejam estritamente necessárias. 

Então afinal o que é que sobra? Querer trazer metade da colecção da Zara para casa, ampliar o muuuuito diminuto stock de maquilhagem, andar a namorar não sei quantos pares de sapatos, comprar umas sabrinas (e ficar a pensar que deveria ir comprar outras noutra cor, porque afinal aquilo dá com tudo, estavam baratas e não me fazem ainda mais gigante do que os meus pais já me fizeram), pensar que a maior parte dos fios que tenho são vermelhos e não dão com qualquer coisa e que preciso de mais, que não tenho anéis porque achava que me faziam imensa impressão aos dedos mas que agora até acho que dão personalidade, ficar a amaldiçoar-me porque preciso de uma mala preta pequena para sair, já que as minhas malas são todas do tamanho de África... 

... basicamente ando com tendências suicidas para a minha carteira. Tirem-me deste filme. Esta não sou eu!

15 de fevereiro de 2012

Selo* - do blog Simplesmente!


A Lisa, do blog Simplesmente, passou-me este selo :) Faço agora as honras da casa!


Regras: Responder às perguntas e oferecer a 10 blogs.

Eu sou: calma, tenho sempre uma opinião sobre tudo, gosto de pensar que sou boa pessoa, às vezes o que penso falha o filtro bocal e passa a ser "o que eu digo e já me arrependi"
Gosto musical: indie rock, oldies, mas oiço de tudo um pouco. Ainda há duas horas atrás estava às compras a ouvir música clássica e a gostar de cada minuto!
Comida: não gosto particularmente de comer, mas há coisas que não resisto... comida indiana, chinesa, chocolate a montes, leite creme... só coisas que me fazem bem, portanto.
Desenho: Tenho muitos, mas sempre fui fã do Denver, o último Dinossauro. Depois havia todos os da Cartoon Network, Dexter e Didi, Cow and Chicken, etc etc. Não esquecer o Doraemon também!
Amores da minha vida: Muitos. Todos aqueles com quem faço questão de manter contacto. Se o faço é porque tenho algum tipo de amor por eles (sejam família, amigos, outras pessoas que não se inserem nem numa categoria nem noutra)...
Coisas que não gosto: mentiras, injustiça, hipocrisia em geral. Que me façam muitas perguntas quando acordo de manhã, que me entrem na casa de banho (mesmo que esteja só a lavar os dentes), que me façam de parva, que me doam os dentes, que vomite depois de ter tido tanto trabalho em ficar bêbeda... querem que continue?
Opinião sobre o panorama sócio-político em Portugal: são todos iguais, infelizmente. Mas na verdade, todos comemos e calamos, portanto eles sentem-se à vontade para fazer o que lhes dá na real gana. Quero muito acreditar que vamos sair desta. Vivos, isto é.
O que mais odeio: que me mintam ou desrespeitem. Tira-me do sério. Isso e violência doméstica ou contra os animais. Há mais, mas eu não sou uma pessoa assim tão odiosa para me lembrar de tudo agora.
Humor: normalmente atura-se, mas tem dias que é de fugir. Gosto de pensar que são poucos. A sério que gosto.
Frases mais ditas por mim: "a sério", "deves...!", "só mais um", "não me chateies"... agora que leio isto, pareço uma autêntica anti-social, credo.

Nome: Joana (mas aqui é Turtle, shiuu!)
Signo: Balança (podiam ter adivinhado pelo "sentido de justiça" lá em cima)
Apaixonada: se isto se refere a alguém em particular, then no. Infelizmente. Se se refere ao Mundo, sou apaixonada por muita coisa e algumas pessoas!
Já fugiste de casa: não... normalmente até tenho pressa para cá chegar!
Ri de coisas parvas: se não fossem parvas não tinham piada... 
Já beijou na chuva: sim :D
Já teve o coração partido: sim
Já partiu o coração a alguém: parece que sim... :S
Está a sentir saudades de alguém: bastantes, até!
Já pensou em se matar: nunca pensei em tal coisa, mas já pensei muito no tema "suicídio" e o que significa, se apenas um acto de desespero ou puro egoísmo. Cheguei à conclusão que há dos dois.
Odeia o seu cabelo: não posso, é o único que tenho. Tenho é de passar algum tempo em negociações...
Medo do escuro: nope. É no escuro que se vê muita coisa que a luz do dia não permite.
Tatuagens: tirando a ponta de uma mina de grafite que está alojada na minha mão vai para três anos, não tenho mais nada. Mas um dia gostava de tatuar a parte de trás do pescoço, só não sei bem com o quê. Conhecendo-me, provavelmente uma frase.

Gosta de ouvir música muito alta: hell yeah! E se chatear os meus adorados vizinhos do lado, ainda melhor!
Comédia ou terror: a vida já me mete medo suficiente, quero é comédias.
Séries favoritas: A Teoria do Big Bang, How I Met Your Mother, Greek (Cappie, oh Cappie...), Game of Thrones (chega segunda temporada, chega!!!), Bones...
Filme favorito: não possuo. Já me lembrar do que aconteceu no filme que vi há dois dias é uma sorte. Eu chamo-lhe "memória selectiva", o mundo em geral chama-lhe "limitação grave".

Gosta de ler: gosto bastante, mas desiludo-me com muitos livros chamados "da moda". Acabei de ler o "After Dark" de Murakami e achei aquilo um desperdício de tempo. Mas aconselho vivamente um livro que também li há pouco tempo, "Se o amanhã chegar", de Sidney Sheldon, por exemplo.
Livro que marcou a sua vida: a colecção inteira do Harry Potter. Manteve-me a sonhar durante muitas horas!
Livro que odiou: na verdade, não sei. Se começo a ler e não me desperta, ponho de lado. Nem tenho tempo para chegar a odia-lo.

14 de fevereiro de 2012

Baú das memórias #6 - Elton Jonh, Sacrifice

Perdi a conta às vezes que ouvi esta música quando era mais pequena. Era uma das minhas favoritas na cassete do casamento da minha tia, que vi vezes sem conta (facto pelo qual serei gozada para o resto da minha vida). Eu não queria saber do casamento em si, eu gostava era de ouvir as músicas e de me ver a mim própria como uma pirralha de cerca de três anos (acho eu, senão era lá perto). Recordo-me que esta música vinha logo no início. Ainda hoje me fascina, não sei bem precisar porquê. Só sei que hoje me deu para a ouvir de novo, talvez motivada por um estado de espírito menos límpido e mais dado a nostalgia que o costume. 

Some things look better, baby
Just passing through