14 de fevereiro de 2012

Baú das memórias #6 - Elton Jonh, Sacrifice

Perdi a conta às vezes que ouvi esta música quando era mais pequena. Era uma das minhas favoritas na cassete do casamento da minha tia, que vi vezes sem conta (facto pelo qual serei gozada para o resto da minha vida). Eu não queria saber do casamento em si, eu gostava era de ouvir as músicas e de me ver a mim própria como uma pirralha de cerca de três anos (acho eu, senão era lá perto). Recordo-me que esta música vinha logo no início. Ainda hoje me fascina, não sei bem precisar porquê. Só sei que hoje me deu para a ouvir de novo, talvez motivada por um estado de espírito menos límpido e mais dado a nostalgia que o costume. 

Some things look better, baby
Just passing through

13 de fevereiro de 2012

Facebook contra o "Unfriend"

Está uma pessoa mais que farta dos textos de um tipo que não tem um único espelho em casa, que escreve linhas infinitas a criticar tudo e todos (até os mortos), quer desfazer-se daquela criatura no facebook sem ter de o bloquear e eis que Dom Facebook, armado em terapeuta, dá erro. Eu dou-te o erro, son of a bitch.

... Ou como dar cabo de uma nota de 1 dólar

12 de fevereiro de 2012

Where am I?

Hell be damned, I have no idea. I open the shutters just a little bit, trusting my eyes will adapt to the early morning rays of light. When I feel safe enough to remove my sunglasses, I get my freaking retinas burnt in a flash. Fuck. Since I'm blind, I'll just burst the window open. Can't do me any harm, right?

7 de fevereiro de 2012

Quem és tu?

Entre dois goles de café bem quente, suspirou. O vidro da janela ficou prontamente embaciado, tal como os seus pensamentos. No dia anterior tinha-o visto por aquela mesma janela. Teria sido no dia anterior? Mesmo que não tenha sido, lembrava-se como se assim fosse. Ia a passos largos para a tabacaria que ficava na rua em frente, morto por matar o vício. Também ela morria por ele. A cada segundo, as suas memórias pareciam cada vez mais vívidas: o casaco claramente vestido à pressa, os passos confiantes e apressados, cabelo desajeitadamente penteado com os dedos, o jeito de abrir a porta com as costas para não ter de retirar as mãos dos bolsos e as expôr ao frio polar. Era tão simples quanto ela, mas ao mesmo tempo, tão inatingível. Quase que conseguia ver, por entre o nevoeiro que se adensava lá fora, o rasto que o calor do seu corpo tinha deixado na parede a que se encostou para fumar o seu cigarro. Com cada pormenor que a sua memória recordava, sentia que um pouco dela se tinha ido, tal como aquele cigarro. Bebe mais um gole de café para afastar a dor. O café sempre a ajudou a esquecer o que não deveria lembrar-se. Quase que adivinha ao que o pescoço dele deve cheirar, algures entre o intoxicante do seu cigarro e a simplicidade do seu sorriso. Com o último gole de café, faz um esgar ao sentir as borras a enlouquecer as suas papilas gustativas. Enquanto amaldiçoa o café por lhe ter estragado o momento, ouve tocar à porta. Não esperava ninguém. Relembrou-se que toda a gente que entra no nosso mundo é inesperada e que não passa de ninguém até um dia, para nós, se tornar em alguém. Com este pensamento em mente, abriu a porta e sorriu para o completo desconhecido. 

4 de fevereiro de 2012

Ora vamos lá a perceber isto de uma vez por todas, sim?

Ora quando a vossa vida virou de patas para o ar, não se ponham a dizer "Ah e tal, a minha vida deu uma volta de 360 graus" porque, minha gente que não passou a matemática no ensino básico, isso quer dizer que voltaram exactamente ao mesmo sítio. Se realmente estão no lugar oposto ao que estavam antes, se o que era branco agora é preto, yatta yatta yatta, deram uma volta de 180 graus, sim? Quantidade não é qualidade, neste caso. Eu sei que no calor do entusiasmo e no exagero típico português ficaria (em teoria) sempre melhor acrescentar uns graus à coisa, sempre impressiona mais, mas vá lá, façam um esforço.

Pode ser que com um diagrama fiquem mais esclarecidos, não quero que vos falte nada.

Agora ide estudar um bocadinho de noções básicas de Trigonometria, ide.

2 de fevereiro de 2012

Hoje estou feliz!


Melhor que isso, vou estar mais feliz do que a minha caturra a comer pão com tulicreme!!!
(passei só à cadeira mais horrorosa de todos os tempos e não caibo em mim de felicidade! yeyyy!!)

Baú das memórias 5#- música anti-pânico

Porque eu estou a panicar e tenho de ouvir coisas bonitas para não me dar um AVC.

31 de janeiro de 2012

forginevess

I'm a true lady. Perdoo com facilidade, descobri. Talvez seja um defeito. Não tenho feitio para guardar rancor de ninguém, isso só me consome. Dou por mim com uma raiva incontrolável num dia, mas passado um mês já o meu coração mole perdoou tudo porque não consegue albergar tanta raiva. Mas mesmo tendo facilidade em perdoar coisas abomináveis, não tenho qualquer facilidade em esquecê-las. Até posso tentar enterrá-las em campas superficiais, mas mais tarde ou mais cedo vem a chuva e descobre tudo. Normalmente o primeiro golpe perdoado enterro mais fundo: toda a gente tem direito a errar. Depois vem o segundo, o terceiro, eventualmente o quarto... e a campa já não comporta mais machados. Estão todos lá para eu observar e perceber que não havia razão para eles existirem. Se existem, foi porque eu o permiti. Portanto, até podem estar todos perdoados, mas não estão esquecidos, estão todos ali à minha vista, amontoados. É por isso mesmo que, por vezes, é melhor abandonar o barco. Ainda que esteja tudo perdoado ou lá perto, não posso permitir que se formem mais machados que eu já não sei onde enterrar. Assim pelo menos saio de alma tranquila e lavada, ainda que a mente esteja algo pesada. 

Mas lembranças são lições e disso, eu também nunca me esqueço.

30 de janeiro de 2012

Tem cuidado com aquilo que desejas

Porque mesmo que o tenhas desejado por apenas um segundo, pode cair-te no prato e depois não sabes o que fazer com isso. True story.

28 de janeiro de 2012

You can't always get what you want...

Eu queria que todos os dias fossem de sol. Queria que não existissem despertadores e que nunca tivesse de acordar cedo. Eu queria que as minhas mãos e pés não fossem o equivalente carnal de um iceberg e que o meu cabelo colaborasse mais. Eu queria ter na faculdade as notas que tinha no secundário. Eu queria que as pessoas falassem menos e sentissem mais. E queria que não me dissessem coisas que não sentem. Eu queria que nunca fosse necessário alguém me pedir desculpa e que eu também não precisasse de o fazer. Eu queria poder comer chocolate, oreos e Pringles de Paprika o dia todo e não me preocupar com o colesterol a entupir-me as coronárias. Eu queria estar sempre com um sorriso na cara. Eu queria que as pessoas de quem gosto nunca se afastassem de mim e que eu também nunca tivesse motivos para o fazer. Eu queria não ter de mentir, por vezes, para proteger quem mais gosto. Eu queria não ter de mentir a mim própria para me proteger. Eu queria que o meu quarto se limpasse sozinho. Eu queria poder ficar duas horas no duche sem ninguém me chatear que estou a gastar água e gás. Eu queria que o meu pc não mostrasse aqueles ecrãs azuis e se desligasse quando eu estou a fazer algo importante, especialmente porque não tenho finanças para comprar outro. Eu queria fazer ERASMUS. Eu queria ter emprego garantido assim que acabasse o curso. Eu queria saber que o homem perfeito para mim existe. Eu queria perceber mais de geografia. Eu queria saber escrever melhor. Eu queria não me sentir deslocada, a maior parte do tempo. Eu queria nunca ter medo do que o futuro me reserva. Eu queria fazer diferença no mundo. 

Mas a verdade é que não posso ter sempre aquilo que quero. 

24 de janeiro de 2012

Confesso que...

Não são raras as vezes que tenho vontade que os meus vizinhos fiquem com artrite reumatóide nos dedos. Especialmente quando já estive a ouvi-los tocar a tarde inteira e à noite ainda lhe dão mais um bocadinho, só para me chatear. Não há cu que aguente, porra.

Este post irá auto-destruir-se em algumas horas.