4 de fevereiro de 2012

Ora vamos lá a perceber isto de uma vez por todas, sim?

Ora quando a vossa vida virou de patas para o ar, não se ponham a dizer "Ah e tal, a minha vida deu uma volta de 360 graus" porque, minha gente que não passou a matemática no ensino básico, isso quer dizer que voltaram exactamente ao mesmo sítio. Se realmente estão no lugar oposto ao que estavam antes, se o que era branco agora é preto, yatta yatta yatta, deram uma volta de 180 graus, sim? Quantidade não é qualidade, neste caso. Eu sei que no calor do entusiasmo e no exagero típico português ficaria (em teoria) sempre melhor acrescentar uns graus à coisa, sempre impressiona mais, mas vá lá, façam um esforço.

Pode ser que com um diagrama fiquem mais esclarecidos, não quero que vos falte nada.

Agora ide estudar um bocadinho de noções básicas de Trigonometria, ide.

2 de fevereiro de 2012

Hoje estou feliz!


Melhor que isso, vou estar mais feliz do que a minha caturra a comer pão com tulicreme!!!
(passei só à cadeira mais horrorosa de todos os tempos e não caibo em mim de felicidade! yeyyy!!)

Baú das memórias 5#- música anti-pânico

Porque eu estou a panicar e tenho de ouvir coisas bonitas para não me dar um AVC.

31 de janeiro de 2012

forginevess

I'm a true lady. Perdoo com facilidade, descobri. Talvez seja um defeito. Não tenho feitio para guardar rancor de ninguém, isso só me consome. Dou por mim com uma raiva incontrolável num dia, mas passado um mês já o meu coração mole perdoou tudo porque não consegue albergar tanta raiva. Mas mesmo tendo facilidade em perdoar coisas abomináveis, não tenho qualquer facilidade em esquecê-las. Até posso tentar enterrá-las em campas superficiais, mas mais tarde ou mais cedo vem a chuva e descobre tudo. Normalmente o primeiro golpe perdoado enterro mais fundo: toda a gente tem direito a errar. Depois vem o segundo, o terceiro, eventualmente o quarto... e a campa já não comporta mais machados. Estão todos lá para eu observar e perceber que não havia razão para eles existirem. Se existem, foi porque eu o permiti. Portanto, até podem estar todos perdoados, mas não estão esquecidos, estão todos ali à minha vista, amontoados. É por isso mesmo que, por vezes, é melhor abandonar o barco. Ainda que esteja tudo perdoado ou lá perto, não posso permitir que se formem mais machados que eu já não sei onde enterrar. Assim pelo menos saio de alma tranquila e lavada, ainda que a mente esteja algo pesada. 

Mas lembranças são lições e disso, eu também nunca me esqueço.

30 de janeiro de 2012

Tem cuidado com aquilo que desejas

Porque mesmo que o tenhas desejado por apenas um segundo, pode cair-te no prato e depois não sabes o que fazer com isso. True story.

28 de janeiro de 2012

You can't always get what you want...

Eu queria que todos os dias fossem de sol. Queria que não existissem despertadores e que nunca tivesse de acordar cedo. Eu queria que as minhas mãos e pés não fossem o equivalente carnal de um iceberg e que o meu cabelo colaborasse mais. Eu queria ter na faculdade as notas que tinha no secundário. Eu queria que as pessoas falassem menos e sentissem mais. E queria que não me dissessem coisas que não sentem. Eu queria que nunca fosse necessário alguém me pedir desculpa e que eu também não precisasse de o fazer. Eu queria poder comer chocolate, oreos e Pringles de Paprika o dia todo e não me preocupar com o colesterol a entupir-me as coronárias. Eu queria estar sempre com um sorriso na cara. Eu queria que as pessoas de quem gosto nunca se afastassem de mim e que eu também nunca tivesse motivos para o fazer. Eu queria não ter de mentir, por vezes, para proteger quem mais gosto. Eu queria não ter de mentir a mim própria para me proteger. Eu queria que o meu quarto se limpasse sozinho. Eu queria poder ficar duas horas no duche sem ninguém me chatear que estou a gastar água e gás. Eu queria que o meu pc não mostrasse aqueles ecrãs azuis e se desligasse quando eu estou a fazer algo importante, especialmente porque não tenho finanças para comprar outro. Eu queria fazer ERASMUS. Eu queria ter emprego garantido assim que acabasse o curso. Eu queria saber que o homem perfeito para mim existe. Eu queria perceber mais de geografia. Eu queria saber escrever melhor. Eu queria não me sentir deslocada, a maior parte do tempo. Eu queria nunca ter medo do que o futuro me reserva. Eu queria fazer diferença no mundo. 

Mas a verdade é que não posso ter sempre aquilo que quero. 

24 de janeiro de 2012

Confesso que...

Não são raras as vezes que tenho vontade que os meus vizinhos fiquem com artrite reumatóide nos dedos. Especialmente quando já estive a ouvi-los tocar a tarde inteira e à noite ainda lhe dão mais um bocadinho, só para me chatear. Não há cu que aguente, porra.

Este post irá auto-destruir-se em algumas horas.

17 de janeiro de 2012

Redescobertas

Depois de duas noites em que não conseguia adormecer porque tinha os pés gelados, eis que me lembrei... e um saco de água quente como os velhotes, não?

Só vos digo... I'm loving it. Vou ser velha com todo o prazer!

15 de janeiro de 2012

Faces do meu ser

Cara e Coroa. Duas faces da mesma moeda, que nunca se encontram frente a frente. Vivem de costas voltadas, embora façam parte eternamente do mesmo conjunto. É assim com algumas pessoas. Transformo-me em moedas com elas. Quem um dia encarei e tentei tornar parte de mim, ou me vira as costas ou me obriga a fazê-lo para manter o lustre e o brilho do metal de que sou cunhada. Uma vez moeda comigo, nunca mais me irão encontrar. Como qualquer face de uma moeda, se se virar, apenas se vai encontrar a ela mesma e nunca a outra face. Farão sempre parte do meu conjunto, porque fizeram parte da minha vida e eu não apago os momentos nem as pessoas que os tornaram possíveis. Perdoo, mas não esqueço. Cunho moedas, com caras, datas e motivos vários. Por isso, e como qualquer moeda, têm uma história para contar. Resta saber se algum dia vou querer que elas falem outra vez. 

13 de janeiro de 2012

Uma história de coragem contada pela inocência de alguém que já não queria acordar.

Ainda eu digo que tenho problemas. Que os tenho, é bem verdade, mas nada que se compare com isto. Para mim não é prova de que Deus e Anjos existem, mas de que há algo por que esperar depois da morte. Não morremos, fazemos uma viagem em companhia low cost, levamos muito menos bagagem (corporal!) :)

12 de janeiro de 2012

Manias irritantes p'ra xuxu

Quando não te apetece falar de algum assunto, vem alguém e começa a perguntar. Cordialmente dizes "não me apetece mesmo falar disso". Qualquer pessoa normal percebe e muda de assunto, mas esta pessoa é especial. A pessoa ignora completamente e continua a fuçar no assunto, indiferente ao facto de já nem estares sequer a olhar para ela. Voltas a dizer "A sério, não me apetece mesmo falar disso!". A pessoa prossegue o monólogo, dizendo que compreende, mas que isto e que aquilo e que aqueloutro, bla bla bla whiskas saquetas, sobre o tal assunto. Já a cerrar os dentes de irritação dizes "Por favor, pára de falar". Nah, parar não é opção, giro giro é não fechar a matraca e ver quanto tempo resistes. Porra, mas ainda não se calou? Como último recurso antes de começares a chamar-lhe nomes dizes "Vais parar ou não?". A resposta? "Pronto, vou-me já embora!!!", visivelmente irritada. Ninguém merece, a sério. 

Absolutamente adorável

Va lá... conseguem resistir? A felicidade de alguém que acabou de descobrir a palavra "No" e ainda não percebeu lá muito bem o que significa. Absolutamente irresistível!

8 de janeiro de 2012

And it's hard to dance with a devil on your back, so shake him off


    Chega sempre o dia em que temos de enterrar o "cavalo", como ela diz. Não vale a pena deixar o passado perseguir-nos, ele já não nos pertence. Depois de terem rolado as lágrimas, como calhaus que saem directamente dos nossos ventrículos, de ter sofrido tudo o que havia para sofrer, há que levantar a cabeça e tomar a decisão de nos livrarmos do que nos transtorna. Arrastar é sempre (à primeira vista) mais fácil, pensamos que vai ser menos doloroso, mas acaba sempre por ser a prova de fogo à qual não sobrevivemos: não era suposto sobrevivermos. É suposto VIVERMOS, cientes de que fazemos o nosso melhor para manter o nosso íntimo nos píncaros da felicidade. Deixar-se enrolar por uma onda que sabemos que nos vai afogar, mais tarde ou mais cedo, não é, de todo, o caminho mais fácil: é o caminho de quem escolhe definhar. Se faz alguma coisa, é ensinar-nos que não há ninguém que mereça que definhemos por ele, e dar-nos a força que precisávamos para enterrar o assunto, conscientes de que nem as memórias salvam um barco afundado. Portanto, se têm diabos pendurados em vocês que não vos deixam dançar, afugentem-nos, por muito impossível que vos pareça lá das profundezas do poço onde se encerraram. É possível. Pacientemente, o vosso pé vai começar a bater ao som da música, enquanto se recorda do que é estar livre de pesos que não são seus para carregar. Atrás do pé, virá o resto do corpo, atrás do corpo, irá a mente. Segue-se a felicidade. Ou pelo menos, a promessa de que podem renascer e que podem dançar um tipo de música que mais agrade ao vossos ouvidos.

It's always darkest before the dawn