17 de janeiro de 2012

Redescobertas

Depois de duas noites em que não conseguia adormecer porque tinha os pés gelados, eis que me lembrei... e um saco de água quente como os velhotes, não?

Só vos digo... I'm loving it. Vou ser velha com todo o prazer!

15 de janeiro de 2012

Faces do meu ser

Cara e Coroa. Duas faces da mesma moeda, que nunca se encontram frente a frente. Vivem de costas voltadas, embora façam parte eternamente do mesmo conjunto. É assim com algumas pessoas. Transformo-me em moedas com elas. Quem um dia encarei e tentei tornar parte de mim, ou me vira as costas ou me obriga a fazê-lo para manter o lustre e o brilho do metal de que sou cunhada. Uma vez moeda comigo, nunca mais me irão encontrar. Como qualquer face de uma moeda, se se virar, apenas se vai encontrar a ela mesma e nunca a outra face. Farão sempre parte do meu conjunto, porque fizeram parte da minha vida e eu não apago os momentos nem as pessoas que os tornaram possíveis. Perdoo, mas não esqueço. Cunho moedas, com caras, datas e motivos vários. Por isso, e como qualquer moeda, têm uma história para contar. Resta saber se algum dia vou querer que elas falem outra vez. 

13 de janeiro de 2012

Uma história de coragem contada pela inocência de alguém que já não queria acordar.

Ainda eu digo que tenho problemas. Que os tenho, é bem verdade, mas nada que se compare com isto. Para mim não é prova de que Deus e Anjos existem, mas de que há algo por que esperar depois da morte. Não morremos, fazemos uma viagem em companhia low cost, levamos muito menos bagagem (corporal!) :)

12 de janeiro de 2012

Manias irritantes p'ra xuxu

Quando não te apetece falar de algum assunto, vem alguém e começa a perguntar. Cordialmente dizes "não me apetece mesmo falar disso". Qualquer pessoa normal percebe e muda de assunto, mas esta pessoa é especial. A pessoa ignora completamente e continua a fuçar no assunto, indiferente ao facto de já nem estares sequer a olhar para ela. Voltas a dizer "A sério, não me apetece mesmo falar disso!". A pessoa prossegue o monólogo, dizendo que compreende, mas que isto e que aquilo e que aqueloutro, bla bla bla whiskas saquetas, sobre o tal assunto. Já a cerrar os dentes de irritação dizes "Por favor, pára de falar". Nah, parar não é opção, giro giro é não fechar a matraca e ver quanto tempo resistes. Porra, mas ainda não se calou? Como último recurso antes de começares a chamar-lhe nomes dizes "Vais parar ou não?". A resposta? "Pronto, vou-me já embora!!!", visivelmente irritada. Ninguém merece, a sério. 

Absolutamente adorável

Va lá... conseguem resistir? A felicidade de alguém que acabou de descobrir a palavra "No" e ainda não percebeu lá muito bem o que significa. Absolutamente irresistível!

8 de janeiro de 2012

And it's hard to dance with a devil on your back, so shake him off


    Chega sempre o dia em que temos de enterrar o "cavalo", como ela diz. Não vale a pena deixar o passado perseguir-nos, ele já não nos pertence. Depois de terem rolado as lágrimas, como calhaus que saem directamente dos nossos ventrículos, de ter sofrido tudo o que havia para sofrer, há que levantar a cabeça e tomar a decisão de nos livrarmos do que nos transtorna. Arrastar é sempre (à primeira vista) mais fácil, pensamos que vai ser menos doloroso, mas acaba sempre por ser a prova de fogo à qual não sobrevivemos: não era suposto sobrevivermos. É suposto VIVERMOS, cientes de que fazemos o nosso melhor para manter o nosso íntimo nos píncaros da felicidade. Deixar-se enrolar por uma onda que sabemos que nos vai afogar, mais tarde ou mais cedo, não é, de todo, o caminho mais fácil: é o caminho de quem escolhe definhar. Se faz alguma coisa, é ensinar-nos que não há ninguém que mereça que definhemos por ele, e dar-nos a força que precisávamos para enterrar o assunto, conscientes de que nem as memórias salvam um barco afundado. Portanto, se têm diabos pendurados em vocês que não vos deixam dançar, afugentem-nos, por muito impossível que vos pareça lá das profundezas do poço onde se encerraram. É possível. Pacientemente, o vosso pé vai começar a bater ao som da música, enquanto se recorda do que é estar livre de pesos que não são seus para carregar. Atrás do pé, virá o resto do corpo, atrás do corpo, irá a mente. Segue-se a felicidade. Ou pelo menos, a promessa de que podem renascer e que podem dançar um tipo de música que mais agrade ao vossos ouvidos.

It's always darkest before the dawn

6 de janeiro de 2012

Mais uma pérola do facebook

Trago-vos do mesmo "amigo" do facebook que vos trouxe isto, a sua mais recente pérola. Agora deu-lhe para fazer versos, ou como eu digo, atentados à sanidade mental em forma de poema. Temo que o massacre vá continuar durante muito tempo... 

4 de janeiro de 2012

my fist kiss

Ok, a minha vida amorosa pode ter sido um trambolhão em decurso até agora, mas teve os seus momentos. Não contando com alguns beijinhos inocentes (e algo estranhos, confesso) que dei no infantário com o miúdo com os olhos mais giros da escola, que depois me abandonou (a mim e às outras namoradas todas, aquilo era uma poligamia...) e se pisgou para o Canadá, ou aqueles do bate-pé (que nunca tive coragem de pedir o french kiss, eu era uma pessoa inocente, era só lábios e já iam com sorte) o meu primeiro beijo a sério até foi bonito. Apesar de a outra metade do beijo ter sido dada por someone-who-shall-never-be-named-again, sei que o vou manter na memória, pelo menos até o Alzheimer atacar e me levar todos os meus tesourinhos, por mais deprimentes que sejam. Foi num jardim à beira-mar, debaixo de uma chuva torrencial. Fui apanhada de surpresa. Quebrou, definitivamente, o gelo que ainda se mantinha entre nós. Lembro-me que cheguei a casa ainda meio atarantada, quase lhe sentia o gosto ainda e o perfume que trazia. Lembro-me como se tivesse sido ontem. Até me recordo da roupa que levávamos, do banco onde estávamos sentados, do caminho de volta... Há coisas que nunca se esquecem, por muito que o futuro as tente estragar. Essa memória irá fazer sempre parte de mim e terá, como tantas outras, sempre o seu brilho, inabalável. Sempre que a rebusco nas gavetas profundas das minhas recordações, faz-me sempre esboçar um sorriso, ainda que muita água tenha depois passado por debaixo da ponte. Esta é a minha história. E o vosso, como foi? Vá lá, não se acanhem :)

30 de dezembro de 2011

2012 - the clock is ticking

Dizem que é o ano em que o mundo como o conhecemos vai acabar. Porra, e eu que já tive um 2011 de merda, não sei que mais me vai cair em cima. Talvez um piano, como naquele anúncio da Nespresso com o George Clooney. Assim sendo, sigo a estratégia dele: tenho de fazer um negócio com God Almighty. Mas não troco as cápsulas. Essas são minhas.

Caro God Almighty,

Muito bem, apesar de teres conseguido com que a família tivesse chegado ao final deste ano toda junta, mesmo depois de teres lançado raios, de teres mandado tsunamis, de teres cortado a electricidade e de ter tido uma experiência de quase-morte (sentido literário, atenção), acho que está na hora de fazeres valer aquela coisa do "depois da tempestade, vem a bonança". É que já não há nem guarda-chuvas nem Arca de Noé que aguente as tuas neuras, man. Escolhe outro. Há por aí muito imbecil com o rabo virado para a lua para ser alvo dos teus desatinos em dias de TPM da tua esposa. Eu sei, blá blá blá, crescimento pessoal, blá blá blá, evolução, mas dá um descanso em 2012, sim? Ensina-me algo que ainda não saiba. É isso que quero. E não vale a cena do "perdoar", que eu já fiz isso e só fez pior. Ensina o que é "respeito" e "honestidade" a alguns, "generosidade" a outros, "dignidade", "amizade" a tantos outros e a todos, o que é "Amor" a todos. É disso que precisamos, em doses industriais. Portanto, se fizeres o obséquio, ficar-te-ia muito grata. Se acrescentares um tipo giro e boa pessoa à equação, assim feito à minha medida, até prometo que deixo de te chatear tanto!

Cumprimentos,

Turtle


Agora que já disparatei tudo, vamos falar mais a sério:

The clock is ticking, my friends. Digam o que ficou por dizer, arrumem a vossa cabeça e a vossa vida. Eu já arrumei a minha vida, falta arrumar a minha cabeça. Conto comigo e com algumas pessoas-chave para me ajudarem no processo. Façam o mesmo. Aproveitem e tomem algumas decisões durante as 12 badaladas, em vez de comerem passas, esperando que tudo vos caia no colo. Transformem-se. Conheçam-se. Façam alguma coisa, para além de contemplar o fogo de artifício e apanharem uma bezana descomunal. Ou apanhem a bezana, mas que ela sirva para alguma coisa mais (as minhas têm tendência a ser muito úteis) do que arruinar o fígado. Este é apenas mais um dia no calendário, a Terra não se lembrará dele e vocês também não, se não o tornarem de algum modo especial e significativo, um verdadeiro dia de passagem. Feliz 2012, minha gente.

28 de dezembro de 2011

Desilusão

Se virmos bem a palavra, para haver uma DESilusão, tem de existir previamente uma ilusão, seja esta mais ou menos bem construída. O facto é que tudo tem potencial para ser uma desilusão, mas é nas pessoas que este sentimento toma maiores proporções. A alma fere-se tanto mais quanto maior tenha sido a importância dessa pessoa na nossa ilusão colectiva que é a Vida, e não há nada que a possa reparar completamente de tamanho dano. Hoje, a minha alma feriu-se uma vez mais. Não tenho medo. Não me arrependo. Quero que a cicatriz lá fique. No fundo, todo o detentor e orgulhoso produtor de uma ilusão sabe que ela um dia terá um fim, conhece-lhe todas as falhas que tenta desesperadamente tapar. Um bocadinho de tecido aqui, um improviso ali, algo mal engendrado acolá e já está, mantêm-se a ilusão e tudo está bem. Só que não está, ninguém melhor para o saber. Sem querer, sabotamos o nosso próprio espectáculo, vendemos bilhetes para uma encenação mal feita, sabemos que o actor principal vai aparecer bêbedo ou não aparecer de todo. Ou não se vai recordar das falas. Oh, as falas, que com tanto amor escrevemos e que nunca são ditas com o sentimento que lhes queríamos, cegamente, ver impresso. Palavras são palavras, mas são o artífice mais poderoso que temos quando o coração faz visitas frequentes à enfermaria. Cura-se o coração, mas adia-se o desfazer inevitável da ilusão. Oh, mas ela espera-nos, como uma bênção disfarçada. Hoje esbarrei nela. E ainda bem. Está na altura de encerrar o espectáculo.

26 de dezembro de 2011

Save it, please

Este ano fiz greve às mensagens de Natal. Não por estarmos em crise e ter de as pagar (porque não tenho, tem de haver vantagens em ter dois telemóveis de redes diferentes), mas porque não é por receberem uma mensagem minha com uma coisa qualquer genérica e feita para ter piada que o Natal de alguém vai ser melhor. Obviamente que respondi a quem me mandou a mim, mas fiquei por aí mesmo. Sei que aquelas pessoas a quem mandaria a dita mensagem sentem que eu lhes desejo um bom Natal e tudo isso, não precisam que lhes diga. Elas sentem e eu também sinto que me desejam o mesmo, ainda que também de algumas não tenha recebido nada. Porque se levo um ano inteiro a querer-lhes bem, não era agora que me ia estar nas tintas. De qualquer das maneiras, o Natal é algo para se passar em família e basta querermos para que seja bem passado. Não são precisas nem prendas, nem mensagens, nem comida e nem bebida, apenas boa disposição e que se entre no espírito. Só para terem uma ideia, neste Natal eu, com 21 anos, andei às cavalitas da minha irmã, que tem 29, a fazê-la de cavalinho como se fôssemos duas crianças. O que nós nos rimos. E sabem que mais? Nenhuma mensagem de Natal me poderia ter dado isso.

23 de dezembro de 2011

Quando três têm um pressentimento de que não deves sair de casa (incluindo tu)...

É porque têm toda a razão do mundo

Tudo apontava para a desgraça. Tinha um pressentimento de que algo ia correr mal hoje. Ao sair de casa, o meu pai chama-me e diz "portas bem trancadas..." com ar de quem queria dizer algo mais, mas que estava a retrair. Despeço-me da minha mãe que me diz, com ar de quem adivinha chuva, "não chegues tarde". Não liguei, apetecia-me ir beber café (uma chapada à Turtle do passado nesta altura não tinha feito mal nenhum). Desço para a garagem. Tento abrir a porta que dá acesso à garagem, a chave não roda. Percebo que era a chave errada. Entro na garagem, nenhuma luz acende. Ando lá a cirandar a ver se alguma acende, nada. Tento abrir o portão da minha garagem (completamente às escuras), o comando não acciona. Dez vezes depois (já depois de ter palpado a pilha para me certificar que estava no sítio) lá acciona e o portão abre. Entro no carro, ajeito tudo a meu gosto, marcha-atrás. Acelerador, o carro não anda. Porra, ficou mal engatada. Lá saio da minha garagem sem mais percalços. Primeira mudança para seguir caminho em direcção ao portão maior, acelerador, o carro não anda. Ai que merda, será que hoje não consigo engatar uma simples mudança para sair daqui??? Lá andou. Direcciono-me ao portão de saída. Posiciono o carro a jeito para arrancar quando o portão estiver aberto. Arranco e só oiço CRRRRRRRRRRR. Foda-se. Sem asteriscos. Logo nas portas que tinhamos mandado pintar há uma semana. 

E foi esta, meus caros, a minha rica prenda de natal. Para o ano não quero nada, sim?

19 de dezembro de 2011

Coro de Natal da Umbigosfera 2011



Algures aqui pelo meio está aqui a Turtle e a CurlyGirl!! Quem adivinha (é gritantemente fácil, para dizer a verdade...)?

E um agradecimento à Miss Murder por ter levado esta gente toda atrás de uma visão natalícia :)

14 de dezembro de 2011

Alto e pára o baile!

Às duas alminhas que cá vieram parar com as seguintes pesquisas:

"vendo minhas cuequinhas"

"monte de merda"

Um bem haja. Finalmente posso dizer que sou uma real blogger e não uma aprendiz, porque já tenho pesquisadores a entrar aqui porque querem vender cuecas (altamente higiénico!) ou porque, vá-se lá saber porquê, estão interessados em montes de merda (há gostos para tudo). Uns badalhocos, vocês, é o que tenho para vos dizer. O "coisas que tal" no nome do blog não inclui nem merda nem cuequinhas, mas obrigada na mesma! Valeu pela gargalhada que dei!!

(e é bom que isto não seja uma indirecta para a qualidade deste blog -.-' )