14 de dezembro de 2011

Alto e pára o baile!

Às duas alminhas que cá vieram parar com as seguintes pesquisas:

"vendo minhas cuequinhas"

"monte de merda"

Um bem haja. Finalmente posso dizer que sou uma real blogger e não uma aprendiz, porque já tenho pesquisadores a entrar aqui porque querem vender cuecas (altamente higiénico!) ou porque, vá-se lá saber porquê, estão interessados em montes de merda (há gostos para tudo). Uns badalhocos, vocês, é o que tenho para vos dizer. O "coisas que tal" no nome do blog não inclui nem merda nem cuequinhas, mas obrigada na mesma! Valeu pela gargalhada que dei!!

(e é bom que isto não seja uma indirecta para a qualidade deste blog -.-' )

12 de dezembro de 2011

For no particular reason at all

Dei por mim a cantar isto enquanto tratava das lides da ave rara cá de casa. Traz-me memórias, boas memórias, daquelas que é bom que se repitam. E não, não tem nada a ver com a letra da música, mas antes com bons momentos de amizade, animação, despreocupação, sorrisos e com uma noite que foi nossa.

5 de dezembro de 2011

Be the one - intoxica-me.



I'll never see what you wanted... love
I was the hell that you needed... oh
I was the one when you needed love
I was the one when you needed love

24 de novembro de 2011

A verdade é que...

Tenho saudades. Tenho saudades do tempo em que nada era mais importante do que um ovo Kinder ao lanche, comprado no café ao pé do parque infantil. Em que o maior raspanete que apanhava era por ficar até as 9h da noite a andar de bicicleta com os meus amigos e me esquecer que tinha de ir jantar. Olho com nostalgia a altura do Natal, em que mal dormia na noite de 23 para 24 de Dezembro porque no dia seguinte era véspera de Natal e ia ter cá a família toda para brincar comigo (parente canino incluído... dessa já eu não posso matar as saudades que tenho). Os tempos em que o maior crime que cometia era ir abanando e apalpando cada caixa que estava debaixo da árvore, tentando adivinhar o que o embrulho escondia. No fundo, tenho saudades da minha inocência. Perdia-a, algures entre uma gargalhada e uma lágrima no passado não assim tão longínquo. Hoje, tudo tem uma expressão maior, tudo tem consequências. O maior perigo já não é cair e esfolar os joelhos porque estava a correr e a olhar para trás ao mesmo tempo. O maior perigo, hoje, é ter a certeza que mos vão esfolar e eu ter de fingir que não o senti.

19 de novembro de 2011

Viagem #2

  Este post é a continuação de um post anterior. Ler a primeira parte aqui.

  Nunca tinha pensado que o seu âmago, o seu Eu interior pudesse estar compartimentalizado em apenas três miseráveis portas. Não parecia coerente, logo ela que se considerava alguém bastante complexo, estar reduzida àquilo. Devo estar a gozar comigo própria, só pode - pensou. O seu cérebro fervilhava enquanto tentava decidir qual das frentes devia atacar primeiro. O corpo? Parecia ser a escolha mais simples e mais fácil. Não estava assim tão mau para os olhos incautos, mas para o observador mais atento tudo se tornava subitamente óbvio. O seu Eu material, ainda jovem, carregava todas as marcas das suas amarguras: tinha emagrecido, estava permanentemente doente, adormecer era uma batalha inglória, o sono era uma constante, as olheiras já se tinham tornado numas fiéis inimigas. Qual vítima inocente da sua mente e do seu coração, estava à beira de ceder à pressão daquela sua loucura prolongada. Mas afinal, de que me serve ver e tentar reparar o meu corpo, para depois voltar a morrer aos poucos, brutalmente assassinado como dantes? A Mente. A grande responsável. Era essa a porta que iria abrir primeiro. A mente controla tudo, insistiu novamente. Aproxima-se a passos lentos e cuidadosos da grande massa de madeira nobre encimada pela placa de letras prateadas, ainda a lutar contra o dilúvio mental que tentava travar a todo o custo com barragens e diques de auto-controlo. O seu coração, finalmente, havia acalmado um pouco à medida que se afastou da terceira porta. Retirando o braço direito do enlace que fazia em torno do seu próprio tronco, preparava-se para alcançar a maçaneta da porta quando vislumbrou uma pequena campainha do seu lado direito. Sorriu para si mesma. Afinal, ainda havia ali um pouco dela, no meio daquela sala inóspita. Nunca a porta para a sua mente se abriria de livre vontade, e muito menos empurrada. Tinha de ser persuadida a tal, mesmo que fosse para si própria. Resoluta, tocou. Silêncio. De tudo o que naquela sala ecoava, a água, os seus passos, até as suas gotas de suor pareciam fazer barulho ao escorrer pelo seu peito arfante, a única coisa que deveria fazer um ruído ensurdecedor, nem se ouve. Toca outra vez, maldita tecnologia e maldita humidade, deve ter dado cabo da campainha, realmente não há nada que se aproveite por aqui. Silêncio. Mal se preparava para tocar freneticamente até ouvir algum som de resposta, como se a culpa de todos os males do mundo estivesse concentrada naquela minúscula campainha, a porta moveu-se. Atrás dela apresentava-se uma senhora alta, muito branca, com uns óculos ao peito e um ar afável. Em que posso ajudar? - dizia. Subitamente, um sinal de reconhecimento surgiu nos olhos quarentões da guardiã. Entra, tenho estado à tua espera. Não te esqueças de limpar os pés.

   

11 de novembro de 2011

Arranjem o contacto deste tipo ASAP


Eu sugiro que liguem para este rapaz com urgência. Só um gajo com dupla identidade heróica é que pode tirar Portugal deste monte de merda!

Isto quando descubro que não só vão deixar de dar os 50% de desconto nos passes como os HIJOS DE PUTA me vão tirar o feriado no MEU DIA DE ANOS! 
HOW DARE YOU?!?!

desculpem, mas é que estou mesmo chateada. Não deviam ter mexido no meu dia de anos, que eu esforcei-me imenso para nascer nele e só fui bem sucedida por uns miseráveis 7 minutos! Não se faz!

7 de novembro de 2011

KEEP CALM and....


O meu novo lema! :)

Sobre a minha imbecilidade temporária

Não tenho por hábito ser uma pessoa imbecil, pelo menos conscientemente, mas sempre me disseram que tenho o pavio curto, e é bem verdade. O problema é que nos últimos dias ando o cúmulo da imbecilidade: estou brutalmente embirrante (ao ponto de me irritar a mim mesma), disparato por tudo e por nada, não tenho paciência para nada nem para ninguém, não me consigo concentrar (esta já deve ser crónica), só penso em coisas que não devo, estou hiper-sensível, tudo me afecta e tudo me dá conta do juízo, só me apetece enfiar-me na cama, que ninguém me chateie e que não falem comigo mais do que 2 minutos seguidos. Basicamente, estou absolutamente impossível de aturar. Até que isto me passe, não esperem posts decentes por aqui, que a dona do pardieiro está em modo bitch e ainda não inventaram medicamentos para isso. 

31 de outubro de 2011

Baú das memórias #4 - Titanic (Southampton)



Quem é que não viu o TITANIC? Pois, eu vi tinha 8 anos e chorei logo ao início quando na cassete mostram os destroços do navio, com coisas quase intactas (sim, eu era uma menina muito sensível e cada vez estou pior, garanto-vos). Esta é a minha música preferida do filme. Experimentem ouvir isto a um volume passível de fazer inimigos mortais no prédio e vão ver se não ficam com a alma renovada!

P.S.- Descobri uma interpretação que não podem deixar de ouvir, mas os filhos da mãe não deixam incorporar, portanto, é favor clicar! http://youtu.be/q4F_xKDseA8
(para além do mais, aquela meinha branca tem um je ne sais quoi...)

30 de outubro de 2011

Egoísmo familiar

Se há coisa que me irrita, é isso mesmo. A minha própria família achar que eu tenho de fazer o que lhes dá mais jeito. A minha querida tia acha que eu tenho de me manter "livre e desimpedida" até acabar o curso, para depois poder ir para um país qualquer que não conheço trabalhar como au-pair para ela depois poder ir atrás. Não, não estou a brincar, nem ela estava. A minha felicidade? Ah isso não interessa para nada. Ela que entenda uma coisa: a minha vida é isso mesmo, MINHA. Ela já fez as escolhas dela, agora deixe-me fazer as minhas. Não é que não tenha já pensado menos em emigrar, mas de certeza que não vou deixar passar a minha vida ao lado para ela possa remediar a dela. Porque se é assim, porque é que ela não se separa, deixa cá a filha e fica "livre e desimpedida" também para ir para onde lhe apetecer? Ah pois, é que a felicidade dela depois mete-se no meio. Que chatice. Talvez também seja egoísmo meu. Ajudo no que puder e é claro que se um dia tiver oportunidade de tal, não a deixarei de fora, por muito que me irrite. Mas não me peça para por a minha vida em stand-by só porque ela acha que era bom para ela e me tenta convencer que "seria óptimo para ti (mim) também". Odeio que tentem decidir a minha vida por mim.

(desculpem, mas isto já me está entalado desde ontem e a minha irritação é uma função exponencial.)