fonte (de inspiração!) : http://amazingchildhood.tumblr.com/
26 de novembro de 2011
24 de novembro de 2011
A verdade é que...
Tenho saudades. Tenho saudades do tempo em que nada era mais importante do que um ovo Kinder ao lanche, comprado no café ao pé do parque infantil. Em que o maior raspanete que apanhava era por ficar até as 9h da noite a andar de bicicleta com os meus amigos e me esquecer que tinha de ir jantar. Olho com nostalgia a altura do Natal, em que mal dormia na noite de 23 para 24 de Dezembro porque no dia seguinte era véspera de Natal e ia ter cá a família toda para brincar comigo (parente canino incluído... dessa já eu não posso matar as saudades que tenho). Os tempos em que o maior crime que cometia era ir abanando e apalpando cada caixa que estava debaixo da árvore, tentando adivinhar o que o embrulho escondia. No fundo, tenho saudades da minha inocência. Perdia-a, algures entre uma gargalhada e uma lágrima no passado não assim tão longínquo. Hoje, tudo tem uma expressão maior, tudo tem consequências. O maior perigo já não é cair e esfolar os joelhos porque estava a correr e a olhar para trás ao mesmo tempo. O maior perigo, hoje, é ter a certeza que mos vão esfolar e eu ter de fingir que não o senti.
19 de novembro de 2011
Viagem #2
Este post é a continuação de um post anterior. Ler a primeira parte aqui.
Nunca tinha pensado que o seu âmago, o seu Eu interior pudesse estar compartimentalizado em apenas três miseráveis portas. Não parecia coerente, logo ela que se considerava alguém bastante complexo, estar reduzida àquilo. Devo estar a gozar comigo própria, só pode - pensou. O seu cérebro fervilhava enquanto tentava decidir qual das frentes devia atacar primeiro. O corpo? Parecia ser a escolha mais simples e mais fácil. Não estava assim tão mau para os olhos incautos, mas para o observador mais atento tudo se tornava subitamente óbvio. O seu Eu material, ainda jovem, carregava todas as marcas das suas amarguras: tinha emagrecido, estava permanentemente doente, adormecer era uma batalha inglória, o sono era uma constante, as olheiras já se tinham tornado numas fiéis inimigas. Qual vítima inocente da sua mente e do seu coração, estava à beira de ceder à pressão daquela sua loucura prolongada. Mas afinal, de que me serve ver e tentar reparar o meu corpo, para depois voltar a morrer aos poucos, brutalmente assassinado como dantes? A Mente. A grande responsável. Era essa a porta que iria abrir primeiro. A mente controla tudo, insistiu novamente. Aproxima-se a passos lentos e cuidadosos da grande massa de madeira nobre encimada pela placa de letras prateadas, ainda a lutar contra o dilúvio mental que tentava travar a todo o custo com barragens e diques de auto-controlo. O seu coração, finalmente, havia acalmado um pouco à medida que se afastou da terceira porta. Retirando o braço direito do enlace que fazia em torno do seu próprio tronco, preparava-se para alcançar a maçaneta da porta quando vislumbrou uma pequena campainha do seu lado direito. Sorriu para si mesma. Afinal, ainda havia ali um pouco dela, no meio daquela sala inóspita. Nunca a porta para a sua mente se abriria de livre vontade, e muito menos empurrada. Tinha de ser persuadida a tal, mesmo que fosse para si própria. Resoluta, tocou. Silêncio. De tudo o que naquela sala ecoava, a água, os seus passos, até as suas gotas de suor pareciam fazer barulho ao escorrer pelo seu peito arfante, a única coisa que deveria fazer um ruído ensurdecedor, nem se ouve. Toca outra vez, maldita tecnologia e maldita humidade, deve ter dado cabo da campainha, realmente não há nada que se aproveite por aqui. Silêncio. Mal se preparava para tocar freneticamente até ouvir algum som de resposta, como se a culpa de todos os males do mundo estivesse concentrada naquela minúscula campainha, a porta moveu-se. Atrás dela apresentava-se uma senhora alta, muito branca, com uns óculos ao peito e um ar afável. Em que posso ajudar? - dizia. Subitamente, um sinal de reconhecimento surgiu nos olhos quarentões da guardiã. Entra, tenho estado à tua espera. Não te esqueças de limpar os pés.
16 de novembro de 2011
11 de novembro de 2011
Arranjem o contacto deste tipo ASAP
Eu sugiro que liguem para este rapaz com urgência. Só um gajo com dupla identidade heróica é que pode tirar Portugal deste monte de merda!
Isto quando descubro que não só vão deixar de dar os 50% de desconto nos passes como os HIJOS DE PUTA me vão tirar o feriado no MEU DIA DE ANOS!
HOW DARE YOU?!?!
desculpem, mas é que estou mesmo chateada. Não deviam ter mexido no meu dia de anos, que eu esforcei-me imenso para nascer nele e só fui bem sucedida por uns miseráveis 7 minutos! Não se faz!
7 de novembro de 2011
Sobre a minha imbecilidade temporária
Não tenho por hábito ser uma pessoa imbecil, pelo menos conscientemente, mas sempre me disseram que tenho o pavio curto, e é bem verdade. O problema é que nos últimos dias ando o cúmulo da imbecilidade: estou brutalmente embirrante (ao ponto de me irritar a mim mesma), disparato por tudo e por nada, não tenho paciência para nada nem para ninguém, não me consigo concentrar (esta já deve ser crónica), só penso em coisas que não devo, estou hiper-sensível, tudo me afecta e tudo me dá conta do juízo, só me apetece enfiar-me na cama, que ninguém me chateie e que não falem comigo mais do que 2 minutos seguidos. Basicamente, estou absolutamente impossível de aturar. Até que isto me passe, não esperem posts decentes por aqui, que a dona do pardieiro está em modo bitch e ainda não inventaram medicamentos para isso.
31 de outubro de 2011
Baú das memórias #4 - Titanic (Southampton)
Quem é que não viu o TITANIC? Pois, eu vi tinha 8 anos e chorei logo ao início quando na cassete mostram os destroços do navio, com coisas quase intactas (sim, eu era uma menina muito sensível e cada vez estou pior, garanto-vos). Esta é a minha música preferida do filme. Experimentem ouvir isto a um volume passível de fazer inimigos mortais no prédio e vão ver se não ficam com a alma renovada!
P.S.- Descobri uma interpretação que não podem deixar de ouvir, mas os filhos da mãe não deixam incorporar, portanto, é favor clicar! http://youtu.be/q4F_xKDseA8
(para além do mais, aquela meinha branca tem um je ne sais quoi...)
30 de outubro de 2011
Egoísmo familiar
Se há coisa que me irrita, é isso mesmo. A minha própria família achar que eu tenho de fazer o que lhes dá mais jeito. A minha querida tia acha que eu tenho de me manter "livre e desimpedida" até acabar o curso, para depois poder ir para um país qualquer que não conheço trabalhar como au-pair para ela depois poder ir atrás. Não, não estou a brincar, nem ela estava. A minha felicidade? Ah isso não interessa para nada. Ela que entenda uma coisa: a minha vida é isso mesmo, MINHA. Ela já fez as escolhas dela, agora deixe-me fazer as minhas. Não é que não tenha já pensado menos em emigrar, mas de certeza que não vou deixar passar a minha vida ao lado para ela possa remediar a dela. Porque se é assim, porque é que ela não se separa, deixa cá a filha e fica "livre e desimpedida" também para ir para onde lhe apetecer? Ah pois, é que a felicidade dela depois mete-se no meio. Que chatice. Talvez também seja egoísmo meu. Ajudo no que puder e é claro que se um dia tiver oportunidade de tal, não a deixarei de fora, por muito que me irrite. Mas não me peça para por a minha vida em stand-by só porque ela acha que era bom para ela e me tenta convencer que "seria óptimo para ti (mim) também". Odeio que tentem decidir a minha vida por mim.
(desculpem, mas isto já me está entalado desde ontem e a minha irritação é uma função exponencial.)
26 de outubro de 2011
Viagem #1
Estava escuro como breu. Nos seus ombros tensos aninhava-se uma estranha humidade que teimava em cair, não se sabia bem de onde, que enregelava todos os seus músculos. Ela ofegava. Não porque estivesse a correr, não porque estivesse com falta de ar… mas por saber o que se avizinhava. Era tempo. Tinha andado a adiar este passo há meses. O coração dava agora sinais de luta esforçada, como quem quer esventrar a caixa torácica para fugir e não sentir os próximos minutos. Põe-te no sítio, idiota, é à tua conta que estou aqui. – disse para si mesma. Deu mais uns passos no corredor, confiando que os seus pés saberiam o caminho. O coração anseia abandoná-la à sua sorte, grita-lhe para voltar para trás. Com os braços a envolver o próprio corpo, ignora-o. Sim, isso ela já tinha aprendido: quando ele não diz nada de jeito, ignora-o. Eco, ecos e mais ecos. O corredor parece não ter fim. Os seus pés começam a querer andar para trás também. Na verdade, todas as suas células a incitam ir no sentido contrário. A mente controla tudo – (re)lembra-se. Força-se a andar, agora mais depressa, antes que mude de ideias. Cerca de cem metros depois (ou assim lhe pareceram), o silêncio petrificante densifica-se. Os seus ouvidos tornaram-se os seus olhos, os seus membros inferiores nos seus detectores de ambiente. Subitamente, algo quebra a aparente paz. Sim, era uma gota de água, sem dúvida, mas o eco que fazia era diferente. Agindo por puro impulso, cega, sente a textura das paredes. Não era preciso ser uma detective para perceber que eram curvas, tinha chegado ao seu destino. Mal se apercebe disto, algures lá em cima acende-se uma luz branca. Instintivamente leva as mãos aos olhos, a luz estava a fazê-la ainda mais cega que antes. Pouco a pouco, permite-se ir destapando os olhos, como quem abre uma janela a medo quando está a chover torrencialmente. Estava na periferia de uma sala circular, com cerca de dez metros de diâmetro, feita de paredes de pedra clara em grandes blocos rectangulares. Em redor da parede, residiam apenas três massivas portas de madeira robusta, em forma de ogiva. Cada uma delas tinha uma placa a identificá-la, que dava a impressão estar ali desde o início dos tempos. Só agora os seus olhos começam a ajustar-se à luz intensa, mas ainda não conseguia ler o que dizem as placas. Olha para si mesma: a camisola larga estava colada ao seu corpo esbelto devido à humidade intensa, mas as calças de ganga apertada que envergava estavam literalmente ensopadas até ao joelho. Direccionando o olhar para baixo, apercebeu-se o porquê de estar encharcada: todo o chão daquela sala estava inundado, a água passava-lhe dos tornozelos, mas os seus pés já nada acusavam, há muito que tinha deixado de ligar à humidade que não a abandonava. Esfregando os olhos, encara agora as placas, são todas de pedra negra, baças. Os seus olhos já estavam mais habituados à presença de luz, que os tinha abandonado desde o início da viagem, há tanto tempo. Na placa mais à esquerda lia-se, em letras prateadas e trabalhadas e numa caligrafia que em pequena sonhava ter, “Mente”. Virou a cabeça, para a outra porta mais próxima de si, à direita. Ali, rudemente inscrito, tal qual como um homem das cavernas o teria escrito se pudesse ter sido alfabetizado, estava a palavra “Corpo”. A terceira porta estava mais longe de si. Como era algo míope, teve de dar alguns passos em direcção a ela para a poder enxergar devidamente. Arrastou os pés, que agora já não sentia de tão frios que estavam, para a terceira porta, que estava ao centro. A sala fazia tanto eco que cada passo que dava, era como se estivesse a provocar um dilúvio na sua mente. Vislumbra então uma placa onde figura apenas um desenho elegantemente gravado a vermelho-sangue. Era, sem sombra para dúvidas, um coração.
24 de outubro de 2011
Versão chateada da musica que anda nos ouvidos do mundo
"Nossa, nossa, você não vale nada, ai que eu te quebro, ai ai que eu te quebro!"
(sim, isto surgiu-me assim de repente e pode ou não ser dirigido a alguém em especial, quando eu descobrir aviso!)
23 de outubro de 2011
My feelings precisely
(Eu sei que está um bocado grande e desformatado, mas é mesmo para se conseguir ler)
Tenho lutado internamente contra esta afirmação sempre que ma dizem. Hoje, resigno-me. Há mesmo pessoas que penso que vão ficar na minha vida para sempre, mas que chego à conclusão que o propósito delas foi mesmo esse: fazer uma "aparição". E já fizeram tudo o que tinham para fazer. E depois há aquelas que sei que vão ficar, no matter what.
22 de outubro de 2011
Por mais voltas que dê, acabo sempre aqui
Sometimes I lie awake at night, and I ask, ‘Where did I go wrong?‘
Then a voice says to me, ‘This is going to take more than one night‘.
Then a voice says to me, ‘This is going to take more than one night‘.
— Charlie Brown.
(Às vezes fico acordado à noite e pergunto "Onde é que eu errei?" Então uma voz diz-me "Isto vai levar mais do que uma noite" - Charlie Brown)
20 de outubro de 2011
A fina arte de evitar os indesejáveis
Toda a gente tem na sua vida aquela pessoa com quem falar nem 2 minutos que seja é um martírio. Eu também tenho uma, chamemos-lhe...Sara. Na medida em que é, realmente, o nome dela. Ora, a Sara é uma pessoa que não tem nada a ver com a minha personalidade. Isso até poderia ser bom, porque de perfeita tenho pouco, mas garanto-vos que dali não sai grande coisa que eu consiga aproveitar ou sequer definir como "bom". Começa por falar super alto (quem me conhece sabe que também falo alto, mas ela é diferente, eu estou a falar daquele alto mesmo como quem engoliu um megafone em criança), com uma voz extremamente... pouco delicada, para dizer o mínimo. Não faz qualquer questão de não praguejar a cada 5 segundos, acha que o mundo lhe deve tudo e mais alguma coisa, aliás, as pessoas quase que lhe deviam prestar vassalagem. Ela pode fazer o que bem lhe der na telha e se alguém sair chamuscado, que se lixe. Basicamente, sabe receber às mil maravilhas, mas não sabe dar. Não quer saber de críticas, mesmo que sejam construtivas, ela nasceu assim e não mudará. Já me confessou que o que ela queria da vida era viver num hotel de 5 estrelas, de papo para o ar o ano todo. E não me disse isto com um sorriso brincalhão, falou bem a sério, até me disse lugares e tudo. Tudo isto faz com que falar com ela seja extremamente cansativo, para não dizer irritante, já que vai contra tudo o que sou, e um pouco contra os meus nervos olfactivos, porque cheira como se tivesse acabado de fumar 10 cigarros de uma assentada. Mas vamos lá deixar-nos de descrições e passar à arte, que de fina, não tem nada. Só para vos situar, conheço a Sara das minhas aulas de Inglês, depois das quais só nos encontramos no comboio, muito mais vezes do que aquelas que eu desejaria.
Situação verídica: Estação de comboios de Sete Rios, 17h40min
Turtle, sentada no banco à espera do comboio, avista um par de calças vermelhas e um penteado medonho: todos os pêlos do meu corpo se arrepiam perante tal espectáculo e a possibilidade de ela me ter visto.
Lição 1: evitar o contacto visual
Bem, eu evitei até a proximidade entre corpos, porque me levantei do ÚNICO lugar sentado disponível e fui para bem longe dela, pus-me de costas para a plataforma (encostada ao vidro que faz de parede) e enfiei os óculos de sol como se fosse uma fugitiva. Bem, na verdade, até era.
Eu só pensava: já me safei, já vou poder ter uma viagem de quase 1h descansada da minha vida, a ler o livrinho recém comprado. Eis que quase 10 minutos depois de ter estado a olhar para um vidro escuro como se este fosse a Mona Lisa, chega a hora do comboio e tenho de me chegar à plataforma, senão ficava em terra. O comboio entra, está quase a parar, Turtle olha para a plataforma e não avista o pequeno pigmeu indesejável. Volto a pensar: SUCESSO! Burra. Nem dois segundos depois, sinto uns dedinhos gordinhos no meu ombro já relaxado. F*d*-s*.
Lição 2: agir como se não tivesses andado a fugir dessa pessoa durante os últimos 15 minutos e ser bem... uma bitch simpática
Perante este cenário, não havia mais nada a fazer: tinha de ser estúpida, mas simpática ao mesmo tempo. Tirei UM dos phones e disse, com o sorriso mais dissimulado que amanhei, "Olha quem ela é, tudo bem?"
Lição 3: continuar como se nada fosse
Depois da resposta, voltei a enfiar o phone e a olhar para o comboio. Foi mau, eu sei, mas valores mais altos se alevantam.
Lição 4: deixar-se ficar, "casualmente", para trás
Nem pensar que eu ia levar com aquela criatura durante uma hora, não naquele dia, em que não estava com paciência para me aturar a mim, quanto mais a ela. O comboio abre as portas e deixo fazer algo que só faço em situações extremas: arriscar-me a ir de pé. Deixei 2000 pessoas entrar a minha frente, novamente evitei o contacto visual com ela, que acabou por entrar e dirigiu-se ao piso de baixo, onde também costumo ficar.
Lição 5: conhece os hábitos do indesejável e faz o possível para não te cruzares outra vez com ele, porque senão é morte certa
Dito isto, está-se mesmo a ver que fui para o piso de cima. Até gosto da vista, mas tenho uma tendência anormal a bater com a cabeça na parede, devido ao meu pouco equilíbrio e tamanho a mais.
Resultado: uma viagem tranquila, com alguns ressentimentos por ter sido uma pequena bitch, e um galo na cabeça. Sim, eu não podia sair dali sem isso, deve ter sido castigo.
18 de outubro de 2011
A primeira gargalhada do dia foi com...
(falando de um rapaz que estava no bar da faculdade)
- Mas ele parece que tem os olhos tortos...
- Não parece nada, ele estava era a olhar de esguelha!
- Mas ele parece que tem os olhos tortos...
- Não parece nada, ele estava era a olhar de esguelha!
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