23 de outubro de 2011

My feelings precisely


















































































(Eu sei que está um bocado grande e desformatado, mas é mesmo para se conseguir ler)

Tenho lutado internamente contra esta afirmação sempre que ma dizem. Hoje, resigno-me. Há mesmo pessoas que penso que vão ficar na minha vida para sempre, mas que chego à conclusão que o propósito delas foi mesmo esse: fazer uma "aparição". E já fizeram tudo o que tinham para fazer. E depois há aquelas que sei que vão ficar, no matter what.

22 de outubro de 2011

Por mais voltas que dê, acabo sempre aqui


Sometimes I lie awake at night, and I ask, ‘Where did I go wrong?‘
Then a voice says to me, ‘This is going to take more than one night‘.
 Charlie Brown.

(Às vezes fico acordado à noite e pergunto "Onde é que eu errei?" Então uma voz diz-me "Isto vai levar mais do que uma noite" - Charlie Brown)

20 de outubro de 2011

A fina arte de evitar os indesejáveis

Toda a gente tem na sua vida aquela pessoa com quem falar nem 2 minutos que seja é um martírio. Eu também tenho uma, chamemos-lhe...Sara. Na medida em que é, realmente, o nome dela. Ora, a Sara é uma pessoa que não tem nada a ver com a minha personalidade. Isso até poderia ser bom, porque de perfeita tenho pouco, mas garanto-vos que dali não sai grande coisa que eu consiga aproveitar ou sequer definir como "bom". Começa por falar super alto (quem me conhece sabe que também falo alto, mas ela é diferente, eu estou a falar daquele alto mesmo como quem engoliu um megafone em criança), com uma voz extremamente... pouco delicada, para dizer o mínimo. Não faz qualquer questão de não praguejar a cada 5 segundos, acha que o mundo lhe deve tudo e mais alguma coisa, aliás, as pessoas quase que lhe deviam prestar vassalagem. Ela pode fazer o que bem lhe der na telha e se alguém sair chamuscado, que se lixe. Basicamente, sabe receber às mil maravilhas, mas não sabe dar. Não quer saber de críticas, mesmo que sejam construtivas, ela nasceu assim e não mudará. Já me confessou que o que ela queria da vida era viver num hotel de 5 estrelas, de papo para o ar o ano todo. E não me disse isto com um sorriso brincalhão, falou bem a sério, até me disse lugares e tudo. Tudo isto faz com que falar com ela seja extremamente cansativo, para não dizer irritante, já que vai contra tudo o que sou, e um pouco contra os meus nervos olfactivos, porque cheira como se tivesse acabado de fumar 10 cigarros de uma assentada. Mas vamos lá deixar-nos de descrições e passar à arte, que de fina, não tem nada. Só para vos situar, conheço a Sara das minhas aulas de Inglês, depois das quais só nos encontramos no comboio, muito mais vezes do que aquelas que eu desejaria.

Situação verídica: Estação de comboios de Sete Rios, 17h40min

Turtle, sentada no banco à espera do comboio, avista um par de calças vermelhas e um penteado medonho: todos os pêlos do meu corpo se arrepiam perante tal espectáculo e a possibilidade de ela me ter visto.

Lição 1: evitar o contacto visual

Bem, eu evitei até a proximidade entre corpos, porque me levantei do ÚNICO lugar sentado disponível e fui para bem longe dela, pus-me de costas para a plataforma (encostada ao vidro que faz de parede) e enfiei os óculos de sol como se fosse uma fugitiva. Bem, na verdade, até era.

Eu só pensava: já me safei, já vou poder ter uma viagem de quase 1h descansada da minha vida, a ler o livrinho recém comprado. Eis que quase 10 minutos depois de ter estado a olhar para um vidro escuro como se este fosse a Mona Lisa, chega a hora do comboio e tenho de me chegar à plataforma, senão ficava em terra. O comboio entra, está quase a parar, Turtle olha para a plataforma e não avista o pequeno pigmeu indesejável. Volto a pensar: SUCESSO! Burra. Nem dois segundos depois, sinto uns dedinhos gordinhos no meu ombro já relaxado. F*d*-s*. 

Lição 2: agir como se não tivesses andado a fugir dessa pessoa durante os últimos 15 minutos e ser bem... uma bitch simpática

Perante este cenário, não havia mais nada a fazer: tinha de ser estúpida, mas simpática ao mesmo tempo. Tirei UM dos phones e disse, com o sorriso mais dissimulado que amanhei, "Olha quem ela é, tudo bem?"  

Lição 3: continuar como se nada fosse

Depois da resposta, voltei a enfiar o phone e a olhar para o comboio. Foi mau, eu sei, mas valores mais altos se alevantam.

Lição 4: deixar-se ficar, "casualmente", para trás

Nem pensar que eu ia levar com aquela criatura durante uma hora, não naquele dia, em que não estava com paciência para me aturar a mim, quanto mais a ela. O comboio abre as portas e deixo fazer algo que só faço em situações extremas: arriscar-me a ir de pé. Deixei 2000 pessoas entrar a minha frente, novamente evitei o contacto visual com ela, que acabou por entrar e dirigiu-se ao piso de baixo, onde também costumo ficar. 

Lição 5: conhece os hábitos do indesejável e faz o possível para não te cruzares outra vez com ele, porque senão é morte certa

Dito isto, está-se mesmo a ver que fui para o piso de cima. Até gosto da vista, mas tenho uma tendência anormal a bater com a cabeça na parede, devido ao meu pouco equilíbrio e tamanho a mais.

Resultado: uma viagem tranquila, com alguns ressentimentos por ter sido uma pequena bitch, e um galo na cabeça. Sim, eu não podia sair dali sem isso, deve ter sido castigo.

18 de outubro de 2011

A primeira gargalhada do dia foi com...

(falando de um rapaz que estava no bar da faculdade)

- Mas ele parece que tem os olhos tortos...
- Não parece nada, ele estava era a olhar de esguelha!

14 de outubro de 2011

Baú das Memórias #3



Já tem uns aninhos, mas lembra-me de alguns momentos. Momentos algo semelhantes aos que vivo agora. Na altura foi uma ajuda. Hoje voltei a ouvi-la por acaso e relembrei-me "F*ck, eu já fiz isto antes". E se com 16 anos eu consegui, embora as circunstâncias sejam totalmente diferentes, com 21 também hei de fazer o mesmo. Do baú, como se fosse um ciclo vicioso, ainda saem umas coisas que se podem usar perfeitamente nos dias de hoje.

Pérolas que oiço no Fertagus #1

"Eu juro-te, prefiro um sorriso verdadeiro a um sorriso falso!!"    até porque ela expôs o assunto num prisma que ainda ninguém nesta Terra se tinha lembrado...

13 de outubro de 2011

(Quase) Perdi a fé

E digo "Quase" porque dizem que a esperança é a última a morrer e eu sempre disse que a minha há-de ir para a cova comigo. Porque olho à minha volta e só vejo nódoas. Deixei de acreditar nas pessoas, essencialmente. Já me é muito difícil acreditar em alguém, a não ser que esse alguém já se tenha provado digno da minha confiança. E quem não confia em pessoas, não pode confiar no mundo que em volta delas gira. Matem Galileu outra vez, porque o mundo não gira à volta do Sol, mas de gente mesquinha que só pensa no seu real cú, que se aprendeu alguns valores morais tem uma memória extremamente selectiva. 

Governantes fazem-se de santos, vestem a pele da ovelha - Nunca, mas Nunca! serão como os seus antecessores... até sentirem a cadeirinha quente debaixo do terno de marca - e despem-na como quem se livra de um par de sapatos que são o número abaixo do seu. 

Juízes, advogados, procuradores... desses nem se fala. Eu dantes achava as anedotas em relação a eles um pouco de mau gosto, mas hoje percebo que não podia estar mais longe da verdade. São tudo o que dizem e muito mais. Julga-se sem olhar a provas (provas? Mas o que é isso? Isso é para quem não tem mais que fazer), condena-se por motivos políticos, têm-se ideias pré-definidas antes de ver os factos (e quem tem o rabinho na cadeira que se lixe), até se é amigo dos envolvidos no caso e tudo, haja beijinhos para todos antes da audiência! 

Educação? Começaram por assassinar a língua (há já muitos anos, que isto não é de agora) e não vão mais parar. Facilite-se tudo para que os meninos cheguem a casa inchados que nem porcos de gravata, com o diploma do 12º ano, quando nem escrever sem darem 5 erros em cada 4 palavras conseguem. Já agora, continuem a tirar as bolsas de estudo, porque afinal só interessa o que se ganha, o que se gasta é porque se é parvo e não se fecha a boca e também não se acha muita piada a morar debaixo da ponte, ou até a ir a nado para a faculdade. Continuem a abrir faculdades, especialmente privadas (nada contra quem tirou o curso por esta via, não é contra isso que estou) sem ter em conta a inundação de profissionais com que vão ficar daqui a X anos, que vai tudo para o desemprego. Mas calma, tem-se o canudo para pendurar na parede e olhar quando se vem da caixa do supermercado...

Na Saúde, os velhotes, que mal têm para comer, têm também de escolher quais os medicamentos que podem levar para casa, porque os preços dos medicamentos descem (vejam só a boa publicidade!) mas as comparticipações e isenções também, portanto ficam a  pagar mais que é democrático. Isto sem falar em taxas moderadoras absurdas, no fecho de unidades de saúde por esse país fora (´Bora lá concentrar tudo no mesmo sítio para ver se morre algum gajo pelo caminho, pá!! É menos um para pagar o subsídio de Natal!)...

Desculpem, mas hoje estou para me revoltar. Não é contra o país, que culpa tem o sítio por ser bonito demais e com demasiado sol? Revolto-me contra as pessoas. Contra a maldade que na maior parte delas reside, contra a pobreza de espírito que têm, contra a ignorância e o mau profissionalismo, contra a mentira e a pura gozação do próximo. Hoje, tenho vontade daquilo que nunca tive: de emigrar e só voltar para as férias de Verão. Porque é para isso que este cantinho à beira mar plantado serve: para apanhar banhos de sol e encher o bandulho de chouriço.

8 de outubro de 2011

Look at the stars, look how they shine 4 you

Decidi por tudo em espera: os exercícios que se danem, os resultados por enviar que se vão atirar de um penhasco e a química pode azucrinar-me o juízo noutra altura. Esta noite foi só minha e do céu da minha varanda. Porque uma chuva de meteoritos destas só se repete daqui a 9 anos e eu tinha muitos desejos para pedir! BTW, vi todas umas 6 "estrelas cadentes", 4 das quais quase pareciam fogo de artifício. Um presente do céu, por assim dizer :D Até deu para mudar de estado de espírito e tudo. Porque se até os meteoros, enormes, ao atravessar a atmosfera se desintegram, então os meus problemas também o podem fazer! Alguém sabe onde se vendem atmosferas? Ninguém?

7 de outubro de 2011

21

Mal dei por mim e já estou nos 21. Ainda ontem andava a bater com a cabeça nas paredes (e será que deixei?) porque não me sabia equilibrar. Aprendi que a vida passa rápido e que nem tudo corre como eu quero ou como se merece. Que há coisas que não têm valor nenhum a não ser que sejam partilhadas com quem faz parte de mim, com quem faz parte de quem eu sou. Aprendi que há pessoas e pessoas, mas que as que realmente merecem, estão onde quer que eu precise delas. Decidi que não tenho nada a perder e que os problemas são para resolver na hora. Se estragar, é porque não estava destinado a continuar. Em 21 anos acreditei em mil coisas e deixei de acreditar em outras mil. Aprendi a conhecer os meus limites e a melhor maneira de lidar comigo mesma. Esqueci mágoas (vá, esquecer não se esquece, passa-se por cima com uma roda de camião TIR) e criei laços que espero nunca serem quebrados. Ensinaram-me que as coisas e as pessoas vêm e vão. Sim, eu sei, acabei de me contradizer, mas isso foi outra coisa que aceitei: sou assim mesmo. Que a efemeridade é uma constante da vida, e que volvidos 21 anos ainda não a vejo com bons olhos. Percebi que tenho de ser boa para mim mesma para conseguir sê-lo com os outros. Entendi que chorar não faz mal e que um abraço faz muita falta. Reaprendi a estar sozinha. E a gostar. No fundo, aos 21, quero levar comigo a bagagem de mão, só com as coisas essenciais, e deixar a bagagem pesada, daquelas que até pagam mais por terem ultrapassado o limite admitido, no porão do avião. Dizem que os 21 são um rito de passagem e agora entendo porquê. 18 my ass. Aos 21 é que se começa a perceber o que nos faz bem e o que nos magoa, sem trocarmos de opinião 30 vezes por dia. Aos 21 começa-se a perceber que nada faz sentido a não ser que tenha um propósito, nem que esse seja apenas for the sake of it. Aos 21 sei melhor o que quero e sei melhor ainda o que não quero. E hoje sei que tudo tem uma razão de ser e não há assim tantas coincidências quanto isso. Hoje sei que tenho tudo o que preciso para ser feliz, hoje. Amanhã terei mais ainda. E só tenho 21 anos desde dia 5 de Outubro. Isto promete.

22 de setembro de 2011

Erros


Não são os erros inconscientes que me afectam. Esses, aconteceram porque não tinha como os ter evitado, ou até tinha, mas não tinha consciência de que poderia fazê-los, I didn't know any better. E são esses que ficam mais presentes na memória: fiz asneira a primeira vez, já não me apanham numa segunda nem que os porcos e as vacas acasalem e façam um híbrido voador malhado e com rabo encaracolado. Mas os erros que me matam, ou melhor não matam, mas moem, são aqueles que insisto em fazer, mais do que conscientemente, quase deliberadamente. Não é uma tentativa de auto-sabotagem (ou será?), não é por despreocupação ou descuido. São aqueles erros que é a consciência moral, o meu lado bonzinho e eternamente apinhado de valores e coisas que às vezes eram bem dispensáveis, que me manda continuar a repetir. E porquê? Porque sim, tão simples quanto isso. Portanto há que avaliar a situação: errar, quase todos os dias, nem que seja no sítio onde arrumo os brincos quando já me doem as orelhas. Deliberadamente, às vezes, para me lembrar de porque raio estou a fazer isso. Mas já que sei que vou errar amanhã... ao menos que faça erros melhores que os que fiz hoje.