14 de outubro de 2011

Baú das Memórias #3



Já tem uns aninhos, mas lembra-me de alguns momentos. Momentos algo semelhantes aos que vivo agora. Na altura foi uma ajuda. Hoje voltei a ouvi-la por acaso e relembrei-me "F*ck, eu já fiz isto antes". E se com 16 anos eu consegui, embora as circunstâncias sejam totalmente diferentes, com 21 também hei de fazer o mesmo. Do baú, como se fosse um ciclo vicioso, ainda saem umas coisas que se podem usar perfeitamente nos dias de hoje.

Pérolas que oiço no Fertagus #1

"Eu juro-te, prefiro um sorriso verdadeiro a um sorriso falso!!"    até porque ela expôs o assunto num prisma que ainda ninguém nesta Terra se tinha lembrado...

13 de outubro de 2011

(Quase) Perdi a fé

E digo "Quase" porque dizem que a esperança é a última a morrer e eu sempre disse que a minha há-de ir para a cova comigo. Porque olho à minha volta e só vejo nódoas. Deixei de acreditar nas pessoas, essencialmente. Já me é muito difícil acreditar em alguém, a não ser que esse alguém já se tenha provado digno da minha confiança. E quem não confia em pessoas, não pode confiar no mundo que em volta delas gira. Matem Galileu outra vez, porque o mundo não gira à volta do Sol, mas de gente mesquinha que só pensa no seu real cú, que se aprendeu alguns valores morais tem uma memória extremamente selectiva. 

Governantes fazem-se de santos, vestem a pele da ovelha - Nunca, mas Nunca! serão como os seus antecessores... até sentirem a cadeirinha quente debaixo do terno de marca - e despem-na como quem se livra de um par de sapatos que são o número abaixo do seu. 

Juízes, advogados, procuradores... desses nem se fala. Eu dantes achava as anedotas em relação a eles um pouco de mau gosto, mas hoje percebo que não podia estar mais longe da verdade. São tudo o que dizem e muito mais. Julga-se sem olhar a provas (provas? Mas o que é isso? Isso é para quem não tem mais que fazer), condena-se por motivos políticos, têm-se ideias pré-definidas antes de ver os factos (e quem tem o rabinho na cadeira que se lixe), até se é amigo dos envolvidos no caso e tudo, haja beijinhos para todos antes da audiência! 

Educação? Começaram por assassinar a língua (há já muitos anos, que isto não é de agora) e não vão mais parar. Facilite-se tudo para que os meninos cheguem a casa inchados que nem porcos de gravata, com o diploma do 12º ano, quando nem escrever sem darem 5 erros em cada 4 palavras conseguem. Já agora, continuem a tirar as bolsas de estudo, porque afinal só interessa o que se ganha, o que se gasta é porque se é parvo e não se fecha a boca e também não se acha muita piada a morar debaixo da ponte, ou até a ir a nado para a faculdade. Continuem a abrir faculdades, especialmente privadas (nada contra quem tirou o curso por esta via, não é contra isso que estou) sem ter em conta a inundação de profissionais com que vão ficar daqui a X anos, que vai tudo para o desemprego. Mas calma, tem-se o canudo para pendurar na parede e olhar quando se vem da caixa do supermercado...

Na Saúde, os velhotes, que mal têm para comer, têm também de escolher quais os medicamentos que podem levar para casa, porque os preços dos medicamentos descem (vejam só a boa publicidade!) mas as comparticipações e isenções também, portanto ficam a  pagar mais que é democrático. Isto sem falar em taxas moderadoras absurdas, no fecho de unidades de saúde por esse país fora (´Bora lá concentrar tudo no mesmo sítio para ver se morre algum gajo pelo caminho, pá!! É menos um para pagar o subsídio de Natal!)...

Desculpem, mas hoje estou para me revoltar. Não é contra o país, que culpa tem o sítio por ser bonito demais e com demasiado sol? Revolto-me contra as pessoas. Contra a maldade que na maior parte delas reside, contra a pobreza de espírito que têm, contra a ignorância e o mau profissionalismo, contra a mentira e a pura gozação do próximo. Hoje, tenho vontade daquilo que nunca tive: de emigrar e só voltar para as férias de Verão. Porque é para isso que este cantinho à beira mar plantado serve: para apanhar banhos de sol e encher o bandulho de chouriço.

8 de outubro de 2011

Look at the stars, look how they shine 4 you

Decidi por tudo em espera: os exercícios que se danem, os resultados por enviar que se vão atirar de um penhasco e a química pode azucrinar-me o juízo noutra altura. Esta noite foi só minha e do céu da minha varanda. Porque uma chuva de meteoritos destas só se repete daqui a 9 anos e eu tinha muitos desejos para pedir! BTW, vi todas umas 6 "estrelas cadentes", 4 das quais quase pareciam fogo de artifício. Um presente do céu, por assim dizer :D Até deu para mudar de estado de espírito e tudo. Porque se até os meteoros, enormes, ao atravessar a atmosfera se desintegram, então os meus problemas também o podem fazer! Alguém sabe onde se vendem atmosferas? Ninguém?

7 de outubro de 2011

21

Mal dei por mim e já estou nos 21. Ainda ontem andava a bater com a cabeça nas paredes (e será que deixei?) porque não me sabia equilibrar. Aprendi que a vida passa rápido e que nem tudo corre como eu quero ou como se merece. Que há coisas que não têm valor nenhum a não ser que sejam partilhadas com quem faz parte de mim, com quem faz parte de quem eu sou. Aprendi que há pessoas e pessoas, mas que as que realmente merecem, estão onde quer que eu precise delas. Decidi que não tenho nada a perder e que os problemas são para resolver na hora. Se estragar, é porque não estava destinado a continuar. Em 21 anos acreditei em mil coisas e deixei de acreditar em outras mil. Aprendi a conhecer os meus limites e a melhor maneira de lidar comigo mesma. Esqueci mágoas (vá, esquecer não se esquece, passa-se por cima com uma roda de camião TIR) e criei laços que espero nunca serem quebrados. Ensinaram-me que as coisas e as pessoas vêm e vão. Sim, eu sei, acabei de me contradizer, mas isso foi outra coisa que aceitei: sou assim mesmo. Que a efemeridade é uma constante da vida, e que volvidos 21 anos ainda não a vejo com bons olhos. Percebi que tenho de ser boa para mim mesma para conseguir sê-lo com os outros. Entendi que chorar não faz mal e que um abraço faz muita falta. Reaprendi a estar sozinha. E a gostar. No fundo, aos 21, quero levar comigo a bagagem de mão, só com as coisas essenciais, e deixar a bagagem pesada, daquelas que até pagam mais por terem ultrapassado o limite admitido, no porão do avião. Dizem que os 21 são um rito de passagem e agora entendo porquê. 18 my ass. Aos 21 é que se começa a perceber o que nos faz bem e o que nos magoa, sem trocarmos de opinião 30 vezes por dia. Aos 21 começa-se a perceber que nada faz sentido a não ser que tenha um propósito, nem que esse seja apenas for the sake of it. Aos 21 sei melhor o que quero e sei melhor ainda o que não quero. E hoje sei que tudo tem uma razão de ser e não há assim tantas coincidências quanto isso. Hoje sei que tenho tudo o que preciso para ser feliz, hoje. Amanhã terei mais ainda. E só tenho 21 anos desde dia 5 de Outubro. Isto promete.

22 de setembro de 2011

Erros


Não são os erros inconscientes que me afectam. Esses, aconteceram porque não tinha como os ter evitado, ou até tinha, mas não tinha consciência de que poderia fazê-los, I didn't know any better. E são esses que ficam mais presentes na memória: fiz asneira a primeira vez, já não me apanham numa segunda nem que os porcos e as vacas acasalem e façam um híbrido voador malhado e com rabo encaracolado. Mas os erros que me matam, ou melhor não matam, mas moem, são aqueles que insisto em fazer, mais do que conscientemente, quase deliberadamente. Não é uma tentativa de auto-sabotagem (ou será?), não é por despreocupação ou descuido. São aqueles erros que é a consciência moral, o meu lado bonzinho e eternamente apinhado de valores e coisas que às vezes eram bem dispensáveis, que me manda continuar a repetir. E porquê? Porque sim, tão simples quanto isso. Portanto há que avaliar a situação: errar, quase todos os dias, nem que seja no sítio onde arrumo os brincos quando já me doem as orelhas. Deliberadamente, às vezes, para me lembrar de porque raio estou a fazer isso. Mas já que sei que vou errar amanhã... ao menos que faça erros melhores que os que fiz hoje.

15 de setembro de 2011

Isto é sobre tanta "coisa" ao mesmo Tempo que não me consigo Decidir por um título

Sou daquelas pessoas para quem o aproximar da altura de tomar uma decisão que me custe, que eu sinta que vá perder algo de qualquer das maneiras, é um momento aterrador. Lido mal pessimamente mal com perdas, com cortes, com despedidas. Não quero que nada se vá embora, mesmo que já não me esteja a fazer assim tão bem. Vou fazendo colecções de "coisas" que já não fazem sentido (mas que outrora já fizeram, e muito) pela simples razão de não ter a coragem de as deixar ir. E elas vão ficando, corroídas pelo tempo e pelo desgaste que lhes impus, umas arrumadas a um canto, outras espalhadas pelo chão do quarto da minha mente. Espero convictamente que o tempo me dirá onde arrumar todas essas "coisas", que se materialize uma prateleira ou uma arca bem grande algures, para eu ter descanso e não tropeçar tanto com as coisas que deixo ao acaso por aí. Talvez não consiga fazer nada delas, mas o Tempo, esse relativizador experiente, há de estar a aprender com um carpinteiro qualquer a fazer baús e armários para eu lá poder arrumar tudo. Depois de tudo o que disse anteriormente, de que o tempo não cura nada, percebo que sempre tenho razão: o Tempo não é médico, é Carpinteiro.

13 de setembro de 2011

Try me

I know that scheamy little game of yours. You see, I've been playing it for quite some time now. I get the rules even better than you. But this time... I  know just how to win it. Trust me, I will.

12 de setembro de 2011

11 de setembro de 2011

Lugares

Lugares que não passam de espaço
espaço nas nossas memórias,
demasiado lotado para não estar vazio.

Espaço que enchemos de projecções
Realidades passadas
Abraços sentidos e sorrisos espelhados...

Mas é só um espaço, livre
onde a História não tem de se repetir
e onde se pode enterrar os corpos moribundos
do que um dia foi e não mais será, apenas para alimentar
o novo sorriso rasgado que lá irá ter lugar.