11 de outubro de 2011
9 de outubro de 2011
8 de outubro de 2011
Look at the stars, look how they shine 4 you
Decidi por tudo em espera: os exercícios que se danem, os resultados por enviar que se vão atirar de um penhasco e a química pode azucrinar-me o juízo noutra altura. Esta noite foi só minha e do céu da minha varanda. Porque uma chuva de meteoritos destas só se repete daqui a 9 anos e eu tinha muitos desejos para pedir! BTW, vi todas umas 6 "estrelas cadentes", 4 das quais quase pareciam fogo de artifício. Um presente do céu, por assim dizer :D Até deu para mudar de estado de espírito e tudo. Porque se até os meteoros, enormes, ao atravessar a atmosfera se desintegram, então os meus problemas também o podem fazer! Alguém sabe onde se vendem atmosferas? Ninguém?
7 de outubro de 2011
21
Mal dei por mim e já estou nos 21. Ainda ontem andava a bater com a cabeça nas paredes (e será que deixei?) porque não me sabia equilibrar. Aprendi que a vida passa rápido e que nem tudo corre como eu quero ou como se merece. Que há coisas que não têm valor nenhum a não ser que sejam partilhadas com quem faz parte de mim, com quem faz parte de quem eu sou. Aprendi que há pessoas e pessoas, mas que as que realmente merecem, estão onde quer que eu precise delas. Decidi que não tenho nada a perder e que os problemas são para resolver na hora. Se estragar, é porque não estava destinado a continuar. Em 21 anos acreditei em mil coisas e deixei de acreditar em outras mil. Aprendi a conhecer os meus limites e a melhor maneira de lidar comigo mesma. Esqueci mágoas (vá, esquecer não se esquece, passa-se por cima com uma roda de camião TIR) e criei laços que espero nunca serem quebrados. Ensinaram-me que as coisas e as pessoas vêm e vão. Sim, eu sei, acabei de me contradizer, mas isso foi outra coisa que aceitei: sou assim mesmo. Que a efemeridade é uma constante da vida, e que volvidos 21 anos ainda não a vejo com bons olhos. Percebi que tenho de ser boa para mim mesma para conseguir sê-lo com os outros. Entendi que chorar não faz mal e que um abraço faz muita falta. Reaprendi a estar sozinha. E a gostar. No fundo, aos 21, quero levar comigo a bagagem de mão, só com as coisas essenciais, e deixar a bagagem pesada, daquelas que até pagam mais por terem ultrapassado o limite admitido, no porão do avião. Dizem que os 21 são um rito de passagem e agora entendo porquê. 18 my ass. Aos 21 é que se começa a perceber o que nos faz bem e o que nos magoa, sem trocarmos de opinião 30 vezes por dia. Aos 21 começa-se a perceber que nada faz sentido a não ser que tenha um propósito, nem que esse seja apenas for the sake of it. Aos 21 sei melhor o que quero e sei melhor ainda o que não quero. E hoje sei que tudo tem uma razão de ser e não há assim tantas coincidências quanto isso. Hoje sei que tenho tudo o que preciso para ser feliz, hoje. Amanhã terei mais ainda. E só tenho 21 anos desde dia 5 de Outubro. Isto promete.
29 de setembro de 2011
22 de setembro de 2011
Erros
retirado daqui:https://www.facebook.com/pages/InLike/263161817049585
Não são os erros inconscientes que me afectam. Esses, aconteceram porque não tinha como os ter evitado, ou até tinha, mas não tinha consciência de que poderia fazê-los, I didn't know any better. E são esses que ficam mais presentes na memória: fiz asneira a primeira vez, já não me apanham numa segunda nem que os porcos e as vacas acasalem e façam um híbrido voador malhado e com rabo encaracolado. Mas os erros que me matam, ou melhor não matam, mas moem, são aqueles que insisto em fazer, mais do que conscientemente, quase deliberadamente. Não é uma tentativa de auto-sabotagem (ou será?), não é por despreocupação ou descuido. São aqueles erros que é a consciência moral, o meu lado bonzinho e eternamente apinhado de valores e coisas que às vezes eram bem dispensáveis, que me manda continuar a repetir. E porquê? Porque sim, tão simples quanto isso. Portanto há que avaliar a situação: errar, quase todos os dias, nem que seja no sítio onde arrumo os brincos quando já me doem as orelhas. Deliberadamente, às vezes, para me lembrar de porque raio estou a fazer isso. Mas já que sei que vou errar amanhã... ao menos que faça erros melhores que os que fiz hoje.
15 de setembro de 2011
Isto é sobre tanta "coisa" ao mesmo Tempo que não me consigo Decidir por um título
Sou daquelas pessoas para quem o aproximar da altura de tomar uma decisão que me custe, que eu sinta que vá perder algo de qualquer das maneiras, é um momento aterrador. Lido mal pessimamente mal com perdas, com cortes, com despedidas. Não quero que nada se vá embora, mesmo que já não me esteja a fazer assim tão bem. Vou fazendo colecções de "coisas" que já não fazem sentido (mas que outrora já fizeram, e muito) pela simples razão de não ter a coragem de as deixar ir. E elas vão ficando, corroídas pelo tempo e pelo desgaste que lhes impus, umas arrumadas a um canto, outras espalhadas pelo chão do quarto da minha mente. Espero convictamente que o tempo me dirá onde arrumar todas essas "coisas", que se materialize uma prateleira ou uma arca bem grande algures, para eu ter descanso e não tropeçar tanto com as coisas que deixo ao acaso por aí. Talvez não consiga fazer nada delas, mas o Tempo, esse relativizador experiente, há de estar a aprender com um carpinteiro qualquer a fazer baús e armários para eu lá poder arrumar tudo. Depois de tudo o que disse anteriormente, de que o tempo não cura nada, percebo que sempre tenho razão: o Tempo não é médico, é Carpinteiro.
13 de setembro de 2011
Try me
I know that scheamy little game of yours. You see, I've been playing it for quite some time now. I get the rules even better than you. But this time... I know just how to win it. Trust me, I will.
12 de setembro de 2011
11 de setembro de 2011
Lugares
Lugares que não passam de espaço
espaço nas nossas memórias,
demasiado lotado para não estar vazio.
Espaço que enchemos de projecções
Realidades passadas
Abraços sentidos e sorrisos espelhados...
Mas é só um espaço, livre
onde a História não tem de se repetir
e onde se pode enterrar os corpos moribundos
do que um dia foi e não mais será, apenas para alimentar
o novo sorriso rasgado que lá irá ter lugar.
espaço nas nossas memórias,
demasiado lotado para não estar vazio.
Espaço que enchemos de projecções
Realidades passadas
Abraços sentidos e sorrisos espelhados...
Mas é só um espaço, livre
onde a História não tem de se repetir
e onde se pode enterrar os corpos moribundos
do que um dia foi e não mais será, apenas para alimentar
o novo sorriso rasgado que lá irá ter lugar.
4 de setembro de 2011
Das oportunidades
Eu sou apologista de que tudo e todos merecem um segunda oportunidade. Por vezes sou até benevolente demais e dou uma terceira, mais que isso acho abusivo e porra, se à terceira não acertou, é porque a pontaria não vale a ponta de um corno. E depois, existe aquela pessoa que, invariavelmente, desperdiça uma, duas, três, mas que insisto em dar "só mais uma oportunidade" porque sei acreditava que essa pessoa ainda não tinha conseguido mostrar o seu verdadeiro valor, que eu tinha sido muito exigente, que as circunstâncias não tinham ajudado... uma cambada de tretas feitas de trampa cobertas por esterco que eu inventei para me convencer de que valia a pena investir só mais um bocadinho.
"É a última vez", "Já estou farta", ou "É desta que atiro a toalha" foram frases muito proferidas, mas com pouco impacto. Uma e outra vez, lá ia dando a "derradeira" oportunidade, só para a ver desperdiçada, desfeita em cacos numa rua deserta com pouca ou nenhuma luz. Mas tal como nas leis da física para a elasticidade e plasticidade de um material (sim, eu tenho um lado muito nerd, ignorem e passem à frente, juro que isto serve um propósito muito digno) também eu tenho um ponto de ruptura, em que já nada volta a ser o mesmo.
Acabam-se as desculpas, acabam-se os pesos na consciência ("ah e tal, estou a ser arrogante, vou tentar que isto acabe em bem"), acaba-se essencialmente a paciência. Entram as certezas de que qualquer oportunidade que pudesse dar seria um atentado a mim própria e à minha sanidade mental. Nem nada nem ninguém merece oportunidades infinitas, a não ser que essa pessoa seja meu pai, minha mãe, minha irmã, meu (hipotético) filho ou meu sobrinho. Esta lista acaba aqui, pelo menos para mim. Porque os amigos escolhem-se e fazem-se valer porque não temos de lhes dar "oportunidades", eles normalmente agarram na primeira e não precisam de mais, pelo menos de uma maneira geral (sim, não há regra sem excepção). E quem quiser ser mais do que um amigo... tem de se mostrar merecedor até da primeira oportunidade. Porque eu já desperdicei as outras 500 que tinha em mim com quem não lhes deu valor. Por isso minha gente que me lê (e que não deve ter chegado ao fim deste texto), doseiem o que dão. Não acreditem piamente em toda a gente, mas também não desconfiem permanentemente só porque sim. Estejam atentos, dêem o que são aos poucos, seja a quem for. E pelo que a minha curta vida me ensinou, tudo merece uma segunda oportunidade, sim. Quanto à terceira... isso já é uma história completamente diferente.
P.S.: isto não é coisa para ficar aqui muito tempo
30 de agosto de 2011
Longe de tudo
Uma semana longe do mundo, longe das preocupações, longe do que me faz mal. No fundo, uma semana longe de mim, onde só importa comer, beber, dormir e rir, não necessariamente por esta ordem. Uma semana que teve mais efeitos em mim do que dias. É destas semanas que eu (e a vocês também faria milagres) preciso de vez em quando, para organizar ideias entre um mergulho e um cigarro ao cair da noite.
19 de agosto de 2011
Tesourinhos da Internet #1
17 de agosto de 2011
Pelo sonho é que vamos
Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.
Chegamos? Não chegamos?
- Partimos. Vamos. Somos.
- Partimos. Vamos. Somos.
Sebastião da Gama
É assim que eu quero viver.
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