22 de setembro de 2011

Erros


Não são os erros inconscientes que me afectam. Esses, aconteceram porque não tinha como os ter evitado, ou até tinha, mas não tinha consciência de que poderia fazê-los, I didn't know any better. E são esses que ficam mais presentes na memória: fiz asneira a primeira vez, já não me apanham numa segunda nem que os porcos e as vacas acasalem e façam um híbrido voador malhado e com rabo encaracolado. Mas os erros que me matam, ou melhor não matam, mas moem, são aqueles que insisto em fazer, mais do que conscientemente, quase deliberadamente. Não é uma tentativa de auto-sabotagem (ou será?), não é por despreocupação ou descuido. São aqueles erros que é a consciência moral, o meu lado bonzinho e eternamente apinhado de valores e coisas que às vezes eram bem dispensáveis, que me manda continuar a repetir. E porquê? Porque sim, tão simples quanto isso. Portanto há que avaliar a situação: errar, quase todos os dias, nem que seja no sítio onde arrumo os brincos quando já me doem as orelhas. Deliberadamente, às vezes, para me lembrar de porque raio estou a fazer isso. Mas já que sei que vou errar amanhã... ao menos que faça erros melhores que os que fiz hoje.

15 de setembro de 2011

Isto é sobre tanta "coisa" ao mesmo Tempo que não me consigo Decidir por um título

Sou daquelas pessoas para quem o aproximar da altura de tomar uma decisão que me custe, que eu sinta que vá perder algo de qualquer das maneiras, é um momento aterrador. Lido mal pessimamente mal com perdas, com cortes, com despedidas. Não quero que nada se vá embora, mesmo que já não me esteja a fazer assim tão bem. Vou fazendo colecções de "coisas" que já não fazem sentido (mas que outrora já fizeram, e muito) pela simples razão de não ter a coragem de as deixar ir. E elas vão ficando, corroídas pelo tempo e pelo desgaste que lhes impus, umas arrumadas a um canto, outras espalhadas pelo chão do quarto da minha mente. Espero convictamente que o tempo me dirá onde arrumar todas essas "coisas", que se materialize uma prateleira ou uma arca bem grande algures, para eu ter descanso e não tropeçar tanto com as coisas que deixo ao acaso por aí. Talvez não consiga fazer nada delas, mas o Tempo, esse relativizador experiente, há de estar a aprender com um carpinteiro qualquer a fazer baús e armários para eu lá poder arrumar tudo. Depois de tudo o que disse anteriormente, de que o tempo não cura nada, percebo que sempre tenho razão: o Tempo não é médico, é Carpinteiro.

13 de setembro de 2011

Try me

I know that scheamy little game of yours. You see, I've been playing it for quite some time now. I get the rules even better than you. But this time... I  know just how to win it. Trust me, I will.

12 de setembro de 2011

Silêncio

Sabes que estás entre amigos quando estão todos em silêncio e não é minimamente constrangedor.

11 de setembro de 2011

Lugares

Lugares que não passam de espaço
espaço nas nossas memórias,
demasiado lotado para não estar vazio.

Espaço que enchemos de projecções
Realidades passadas
Abraços sentidos e sorrisos espelhados...

Mas é só um espaço, livre
onde a História não tem de se repetir
e onde se pode enterrar os corpos moribundos
do que um dia foi e não mais será, apenas para alimentar
o novo sorriso rasgado que lá irá ter lugar.

4 de setembro de 2011

Das oportunidades

Eu sou apologista de que tudo e todos merecem um segunda oportunidade. Por vezes sou até benevolente demais e dou uma terceira, mais que isso acho abusivo e porra, se à terceira não acertou, é porque a pontaria não vale a ponta de um corno. E depois, existe aquela pessoa que, invariavelmente, desperdiça uma, duas, três, mas que insisto em dar "só mais uma oportunidade" porque sei acreditava que essa pessoa ainda não tinha conseguido mostrar o seu verdadeiro valor, que eu tinha sido muito exigente, que as circunstâncias não tinham ajudado... uma cambada de tretas feitas de trampa cobertas por esterco que eu inventei para me convencer de que valia a pena investir só mais um bocadinho. 

"É a última vez", "Já estou farta", ou "É desta que atiro a toalha" foram frases muito proferidas, mas com pouco impacto. Uma e outra vez, lá ia dando a "derradeira" oportunidade, só para a ver desperdiçada, desfeita em cacos numa rua deserta com pouca ou nenhuma luz. Mas  tal como nas leis da física para a elasticidade e plasticidade de um material (sim, eu tenho um lado muito nerd, ignorem e passem à frente, juro que isto serve um propósito muito digno) também eu tenho um ponto de ruptura, em que já nada volta a ser o mesmo. 

Acabam-se as desculpas, acabam-se os pesos na consciência ("ah e tal, estou a ser arrogante, vou tentar que isto acabe em bem"), acaba-se essencialmente a paciência. Entram as certezas de que qualquer oportunidade que pudesse dar seria um atentado a mim própria e à minha sanidade mental. Nem nada nem ninguém merece oportunidades infinitas, a não ser que essa pessoa seja meu pai, minha mãe, minha irmã, meu (hipotético) filho ou meu sobrinho. Esta lista acaba aqui, pelo menos para mim. Porque os amigos escolhem-se e fazem-se valer porque não temos de lhes dar "oportunidades", eles normalmente agarram na primeira e não precisam de mais, pelo menos de uma maneira geral (sim, não há regra sem excepção). E quem quiser ser mais do que um amigo... tem de se mostrar merecedor até da primeira oportunidade. Porque eu já desperdicei as outras 500 que tinha em mim com quem não lhes deu valor. Por isso minha gente que me lê (e que não deve ter chegado ao fim deste texto), doseiem o que dão. Não acreditem piamente em toda a gente, mas também não desconfiem permanentemente só porque sim. Estejam atentos, dêem o que são aos poucos, seja a quem for. E pelo que a minha curta vida me ensinou, tudo merece uma segunda oportunidade, sim. Quanto à terceira... isso já é uma história completamente diferente.

P.S.: isto não é coisa para ficar aqui muito tempo

30 de agosto de 2011

Longe de tudo

Uma semana longe do mundo, longe das preocupações, longe do que me faz mal. No fundo, uma semana longe de mim, onde só importa comer, beber, dormir e rir, não necessariamente por esta ordem. Uma semana que teve mais efeitos em mim do que dias. É destas semanas que eu (e a vocês também faria milagres) preciso de vez em quando, para organizar ideias entre um mergulho e um cigarro ao cair da noite.

19 de agosto de 2011

Tesourinhos da Internet #1

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Ou como os professores de Português estão a fazer um excelente trabalho.

Atentem também que a cama está impecável, como mostra na imagem...

17 de agosto de 2011

Pelo sonho é que vamos


Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.
Chegamos? Não chegamos?
- Partimos. Vamos. Somos.
Sebastião da Gama


É assim que eu quero viver.

14 de agosto de 2011

Sobre o passado

O passado já lá vai e o que aconteceu não pode ser alterado. O que pode sim, é ser alterada a percepção que temos sobre o passado. Porque as histórias muitas vezes estão mal contadas, encobertas (cegas) por toneladas de véus de mentira, ignorância ou inocência pura, e faz-se uma ilusão do que deveria ser a realidade pura e dura. O que aconteceu não mudou. Mudou o que nos achamos que aconteceu. Mancham-se memórias, partem-se as ilusões como vidro de má qualidade em chão de mosaico. E tudo muda, again and again, à medida que nos aproximamos dos factos e nos afastamos dos floreados da nossa mente. Pode ser duro. Aliás, pode ser tremendamente doloroso. Mas é a verdade, e nada mais posso querer. Prefiro mil verdades dolorosas, mas que me permitem crescer, do que uma única mentira que me mantém sempre com um sorriso nos lábios, ainda que seja o bobo da corte. Porque se é pelo sonho que vamos, de vez em quando uma chamada à Terra também se torna oportuna, mais que não seja para reajustar as coordenadas no GPS que já tinha marcado quando planeei a viagem. 

10 de agosto de 2011

O meu cérebro e o Verão

Bastaram duas miseráveis manhãs de estágio na farmácia para me aperceber que já não me lembro de 80% do que sabia há coisa de dois meses. Isto é muito grave, minha gente. Depois de investigar os possíveis culpados do crime, eis a minha brilhante conclusão gráfica sobre o que se passou nestes dois meses:

I'm so fucked it's not even funny.

Amaldiçoado pintor

A família Turtle decidiu pintar a sala. A família Turtle já não tinha o contacto dos pintores que adorava. A família Turtle decide ligar a um conhecido que é pintor. O pintor dizia que trazia tudo o que era plásticos e fita para isolar e proteger tudo. BIG FAT LIE. Aqui a Turtle passou hoje a melhor parte da sua tarde de esfregão em punho, de gatas, a esfregar todas os milhares de milhões de pintinhas brancas que ficaram a morar em todo o santo mosaico do chão e em tudo o que era móvel. Tudo mesmo, até a televisão foi baptizada. Ninguém merece.

4 de agosto de 2011

É tão estranho

Ver que o rapaz lá do infantário e da primária por quem nutria uma paixoneta de criancinha porque tinha uns bonitos olhos azuis e que chegou a ser uma espécie de namorado... cresceu e é só mesmo isso que tem.