18 de maio de 2011

Já não se fazem homens assim

Numa espécie de cruzada por fotos de família para fazer uma árvore genealógica do meu sobrinho, descobri uma fotografia do meu avô materno, com a seguinte inscrição no verso:
Apesar de nunca o ter conhecido, a minha mãe diz que tenho muito dele. Agora já sei de onde herdei o sacana do gene lamechas.

12 de maio de 2011

Se eu sobreviver a esta queima...



Isto está demasiado bom para não ser partilhado. Esta miúda deve ter cavado um buraco até a Austrália para se esconder depois disto! 


Note-se que a mãe dela não vai ficar feliz... mas que se lixe a mãe, ela vai, porque vai deixar de ser virgem! Brilhante!

1 de maio de 2011

Lágrimas e um sorriso

Hoje, pus a minha mãe a chorar. Não era isso que eu queria. Eu só queria a parte do sorriso, um beijinho e saber que ela tinha gostado. Mas quando lhe entreguei a minha prenda do dia da mãe e ela a desembrulhou, vi-lhe os olhos a brilhar e a voz a falhar-lhe em questão de 2 segundos. Era uma moldura (bonita, ornamentada, com aquele estilo clássico que eu sei que lhe encaixa que nem uma luva) com uma fotografia dela, do meu pai e do meu sobrinho, tirada no dia de anos dela. Bastou isto, algo gritantemente simples, para a fazer feliz. E depois foi vê-a a mostrar a prendinha, toda derretida, ao meu pai assim que ele chegou a casa. Porque é realmente nas coisas pequenas, mas pessoais e pensadas com carinho, que está a felicidade genuína.

29 de abril de 2011

Coca-cola light

Aqui há umas semanas perguntaram-me que horas eram. Respondi "são quatro e meia, hora da coca-cola light!". A resposta? Um ar de quem não percebeu porque raio eu estava a misturar as horas com bebida gaseificada. Percebi que o mal não era só dele, há toda uma catrefada de gente que não se deve lembrar disto... HOW DARE THEY??


ou disto...



(Curiosamente, no anuncio original a hora da coca-cola light - diet coke -  era às onze e meia da manhã. Mas os Americanos são gente estranha, toda a gente sabe. Quem é que bebe coca-cola a essa hora??)

25 de abril de 2011

Assusta-me...

...Ver que as coisas mudaram. Assusta-me ter voltado a cair no mesmo erro, na mesmíssima esparrela. Burra! Caí que nem um patinho. Aquelas amizades que pareciam eternas, as situações que acreditava serem quase imutáveis, viraram-se do avesso. Vejo e revejo fotografias de há um ano atrás. Caramba, foi só um ano. Foram só 365 dias. Foram só pouco mais de 50 semanas, e sei que hoje as fotografias nunca mais poderão repetir-se. Tanto aconteceu neste curto espaço de tempo. Pessoas a quem ligava todos os dias, quase que perdi o contacto. Quem eu achava (e que os anos me tinham provado, achava eu, isso mesmo) que nunca iria ser mais que conhecida, revelou-se um belo rochedo que não dava sinais de quebrar, por muito que eu acabasse por lhe dar com a picareta. Outras, que mal conhecia, acabaram por conquistar a minha confiança, quase por obra do acaso. Porque eu pertenço àquela raça que primeiro desconfia, depois confia. Por outro lado, também aquele grupinho que parecia tão incrivelmente fixo... abriu rachas, primeiro quase imperceptíveis, que foram alargando... até que, finalmente, cedeu. Quando me apercebi que estava a ficar longe de tudo, reaproximei-me. Ainda estou nesse processo. Não posso dizer que voltou tudo a ser como dantes, até porque todos mudámos e com tintas diferentes não se consegue produzir exactamente a mesma cor. Estamos a voltar a ficar coesos, pelo menos espero que sim. Mas bem, saem uns, entram outros. Não posso dizer que perdi alguém, sei que estão à distância de um telefonema. Mas cada vez mais tenho de me convencer que quase tudo é efémero na vida. E porque a História está condenada a repetir-se, sei que voltará a acontecer. Só espero que, 365 dias volvidos deste texto, não olhe para ele com o olhar incrédulo de quem esqueceu uma lição.

23 de abril de 2011

Duas fatias ...

Is one slice too many. 

Dores de barriga. Resultado garantido.

Eu sei que este é um tronco de Natal e não de Páscoa, mas vai dar ao mesmo, sim?

P.S.: mas é tão incrivelmente bom...

21 de abril de 2011

Deram tolerância de ponto aos maquilhadores e cabeleireiros da Sic?

É que no Jornal da Noite de hoje, a Clara de Sousa, que parece sempre uma boneca barrada de argamassa (especialmente no anúncio da Oriflame), de repente me faz lembrar a Corpse Bride...


Disto:


Para isto:

(Sim, eu sou uma exagerada. Runs in the family.)

19 de abril de 2011

Segredos

Não conheço ninguém que não os tenha. Faz parte te nós querer que algumas coisas não andem na boca e nos ouvidos do mundo, seja por vergonha, ou porque fizemos alguma coisa que não é propriamente correcta e não nos apetece ser alvo de olhares de esguelha, porque queremos esquecer que algo aconteceu, porque temos medo da reacção de outras pessoas se certas coisas vierem a lume, ou porque, muito simplesmente, há coisas que são para nós e acabou. Boas ou más, mais ninguém à face da God's Green Earth precisa de saber. Nem mesmo a melhor amiga, que tenho a certeza que também ela esconde os seus próprios segredos. Há situações que só por serem segredo, se tornam muito mais especiais. Qualquer coisa como uma arca do tesouro enterrada algures dentro de nós, para a qual apenas existe um mapa gravado na nossa própria mente, envolto num encanto inigualável. Se tenho segredos? Alguns. Espero vir a ter mais ainda.