12 de dezembro de 2010

Em tom de ameaça

Melhores dias, é bom que venham!
Eu sei onde vocês moram.....


Ou talvez não, mas estão feitos comigo na mesma se não aparecerem!

X-mas shopping



Tenebroso. 
     Moer os neurónios a pensar em coisas que a família precise. Não chegar a nenhuma conclusão brilhante.
     Saber que pela enésima vez tive de recorrer à prenda da praxe para a minha mãe (uma mala, mas desta vez não joguei pelo seguro e estou a rezar para que ela goste) porque não encontro nada de jeito a um preço acessível. Porque uma blusinha de tecido rasca custa 35€ na Zara e Cia. Lda.. 
     Passar horas à procura de uma prenda para a minha irmã e sentir-se horrorizada porque para a idade dela há tanta coisa gira e ela é uma esquisita de primeira (que me pediu blusas básicas para o Natal, como se eu fosse capaz de lhe dar uma coisa tão deslavada) e cada vez que pegava numa coisa, a visão da cara dela a dizer-me "Mana... tens o talão?" arruinava qualquer hipótese de sucesso nos primeiros 5 nanosegundos. 
     Ter de ligar à mãe a perguntar o que é que o pai precisa, porque já desisti da ideia dos livros (que podiam bem servir de base para copos), canetas ("ah eu gosto mesmo é daquelas que compro no supermercado"), camisas, pólos, cintos e afins (território da minha mãe, sem sombra para dúvidas) e de alguma forma não me sinto corajosa o suficiente para lhe comprar boxers ou desesperada o suficiente para lhe oferecer um par de meias (mas um dia lá chegarei, pelo andar da carruagem). Se fosse minimamente aceitável e o homem não sofresse de colesterol elevado, o que eu sei que o faria feliz era uma boa dose de queijo, chouriço, pinhões e chocolate, suficiente para abastecer os midnight snacks durante 6 meses. 
     Passar 2minutos a tentar sair de uma loja, porque as pessoas teimam em parar nos locais de passagem onde só cabe uma pessoa, e nos estágios iniciais de anorexia.
     Aperceber-me quando a senhora da caixa diz "Ó [inserir nome da senhora] abre lá ai a porta à menina" que já são 19h e as lojas estão fechadas, quando eu ainda tinha 2 coisas para comprar (e estas sim, sabia mesmo onde as encontrar). 
     Descobrir que o Minipreço não tem Ferrero Rocher. 

Amanhã há mais. Eu gosto do natal mas caramba, isto dá-me cabo do pouco juízo que ainda tenho!

10 de dezembro de 2010

Sabem aquele dia em que não nos devíamos ter levantado da cama?
Hoje foi o dia.


PS: isto está a tornar-se recorrente, estou a ver um padrão.
Note to self: tenho de deixar de ver padrões em tudo quanto é sitio.

6 de dezembro de 2010

Timeless. Imortal. Priceless.



"Where is Patrick Swayze when you need him?" - Cordelia Chase, série "Angel" (num episódio que eu não me consigo lembrar qual)





Ver vídeo HQ aqui -> http://www.youtube.com/watch?v=WpmILPAcRQo    
(não deixava incorporar...!)


Não dá para ouvir esta música e não começar a andar quase (e atenção ao quase, que uma pessoa tem de ter atenção às figuras que faz em público) como se estivesse a dançar. Não dá para ouvir esta música e não pensar em carregar no "repeat" incessantemente. Não dá para ouvir esta música, como rapariga, e não me imaginar na pele da Baby nem que seja por um segundo. Não dá para ouvir esta música e não ter um belo flashback. Não dá para ouvir esta música e não pensar que o Patrick já lá vai. Não dá para ouvir esta música e não esboçar um sorriso. Não dá para ouvir esta música e não querer estar com quem se gosta até ao final do dia. Não dá para ouvir esta música e não pensar que é isto, meus meninos, que todas as mulheres querem. And that includes me. Ok, you can skip the dancing part if you want.


E apesar de eu ainda não ter dito o nome da música, sei que na vossa cabeça ela já está a tocar praí pela 3ª vez :)




"Nobody puts Baby in a corner." - Johnny

4 de dezembro de 2010

Odeio odeio odeio

Marylin Monroe
Não poder permitir-me ficar feliz por uma notícia que, para mim, como innocent bystander, seria ÓPTIMA.

3 de dezembro de 2010

Fase de Recobro

Este blog acabou de sofrer uma intervenção cirúrgica. Está ainda com algumas nódoas-negras, nada que um pouco de maquilhagem não resolva.
Finda a operação, vi logo que tinha ficado bonito e com um ar sereno e rejuvenescido: é o que se pretende. Porque a vida também precisa de ser serena de vez em quando, e o que eu escrevo já é demasiado parvo.

Obrigada à J. que me indicou o nome do cirurgião e a sua morada!

ESTE BLOG PRECISA DE UM FACELIFT

sugestões??

2 de dezembro de 2010

O Universo está a cobrar-me o favor...

Hoje foi um daqueles dias em que definitivamente não devia ter tomado a intrépida decisão de por sequer o dedo mindinho fora da cama. Enquanto as duas horinhas de aula de condução até que nem correram mal, quando foi a hora de ficar na estação apercebe-mo-nos que não conseguíamos estacionar em lado nenhum. Acabámos por estacionar quase enfiados num poste em frente a uma garagem, tendo o instrutor pulado o travão de mão para saltar logo para o meu lugar e tirar dali o carro antes que ficasse sem a traseira. Muito bem, crisis averted. Chego à estação, ah e tal ainda tenho passe. Pois tinha, dentro do bolso do casaco que ficou em casa! Ainda pensei "É hoje que eu vou à pala" mas sabe-se lá como, o Universo não me quis fazer entrar em despesas de maior pela quadra natalícia e decidiu por uma vozinha a dizer-me "compra lá o bilhete sff". Uma estação depois, lá estava eu a dar o bilhete ao fiscal (menos mal!). Esqueci-me de dizer que eu entrei no comboio na esperança de me escapar à mamã e seus 3 filhotes de etnia cigana que, embora não tivesse nada pessoal contra eles, têm a afamada reputação de fazer um cagaçal enorme por onde quer que passem (não estes em particular... mas quando são pequeninos especialmente). Bem dito, bem feito. Lá estavam eles pregados ao meu lado, enquanto a menina (que não devia ter muito mais de 8 anos) passou meia hora a dizer à mãe "Mãe, dá-me um êro!" entre berros e lágrimas de crocodilo e lambadas da mãe que não estava para brincadeiras. Cala-se a miuda, abre o berreiro o irmão porque queria sabe-se lá o quê, mais umas chapadas da mãe, o puto levanta-se e vai fazer confusão para o andar de cima enquanto a mãe berra cá de baixo "Anda cá Jaqué!" (please..Jaqué?! Seria Joaquim?). Um telefonema lá arrancou os 4 (sim, havia uma pequenita que só se via que era cigana porque estava com eles e não devia lavar o cabelito vai para quinze dias, porque era mais loira e branquinha que a princesa Diana) do comboio. Pensando Turtle Maria que estava findo o seu inferno, entram uns manos (que lá está, nada de pessoal contra eles...mas caramba!) a fazer igual cagaçal mesmo ao meu lado, entre o qual se ouviu uma frase de uma rapariga enquanto mexia na cabeça de um rapaz "Estás cheio de esperma" :| . Felizmente que a sandes de atum comida à pressa já devia ir depois do duodeno, que senão acho que tinha vindo ver se estava a chover. Chego à faculdade, atrasada, não me conseguiram guardar lugar e o único em que me conseguia enfiar era mesmo à frente do prof (coisa de meia hora depois consegui escapulir-me para outro). Saio da aula, tenho fome, vou pedir uma tosta mista e pedem-me o horror de 1,70€ por uma coisa do tamanho de um Panrico que ainda por cima estava mal tostada. Vou ao telemóvel, tenho o ecrã touch todo desconfigurado e nem o pin consigo marcar. Damn it! Enquanto faço a viagem de volta tento desesperadamente que funcione, desisto. Vou à procura do mp4... estava a fazer companhia ao passe dentro do bolso do outro casaco. Chego a estação final, um frio de congelar tudo o que mexa. Ao menos cheguei a casa e aqueci, e sabe-se lá como, consegui resuscitar o telemóvel. 

Só há uma conclusão: There is a God. É ele que me fez ter este dia para pagar o facto de não ter de ir a exame prático :D

29 de novembro de 2010

Pensamentos que me assaltam #2

Ai Turtle, se tu não te consegues convencer a tirar uma miserável hora de um dia em que resolveste não sair de casa e fazer maratona de How I Met Your Mother para resolver uma dúzia de exercícios, então não sei como te vais virar quando forem os exames. Não há Oreos no mundo que cheguem!

Porque vale sempre a pena relembrar...


27 de novembro de 2010

Normalidade

Eu prometi que ia ver ao dicionário, mas como sou a lei do menor esforço, espetei com isso no Google. 


Resultados:


 1. normalidade é uma forma de expressar a concentração. Esta é calculada através do quociente entre o número de equivalente-grama (eg) de soluto dissolvidos e o volume de solução em litros.





N = \frac{eg}{V}

Confesso que nem me lembrei disto. Mas tinha a obrigação de me lembrar. Cabeça fraca... 
Mas por esta teoria, até seria uma pessoa com uma normalidade relativamente elevada, já que o meu volume é diminuído pelos factores "largura" e "profundidade"...enfim!

2. Normalidade é um estado padrãonormal, que é considerado correcto, justo sob algum ponto-de-vista. É o oposto da anormalidade. A normalidade muitas vezes se dá por conta de uma maioria em comum, sendo anormal aquele que contraria esta maioria. A normalidade também se dá por um resultado padrão ao realizar uma operação com alta probabilidade de se repetir.

Sendo assim, sou incorrecta, injusta sob algum ponto-de-vista, o oposto de normal, sou uma minoria, e quem me contraria é normal. Não existe tão pouco probabilidade de se repetir a façanha de nascer alguém como eu. 

Dito isto, fico feliz por ser ANORMAL com um quociente de normalidade elevado!

Estendo a passadeira vermelha para...

Eu sempre tive um feeling que esta história da minha tendência exacerbada para me desviar da normalidade (Mas afinal o que é isso? Vou ver no dicionário) um dia me iria meter em assados. Meus caros, hoje foi o dia. Assado de selo da MissMurder, que seja :) 


Ora bem, first things first (mais um símbolo inequivocável da minha anormalidade, não saber dizer duas seguidas sem uma ser em inglês - tenho de ver se há cura para isto, está a tornar-se dramático), por isso vou cumprir com as exigências de resgate do selo impostas pela senhora de cabelo flamejante:

1- No dia em que o publicarem vão ter de fazer alguma coisa que não seja considerada normal.


Bem, espero que isto conte... estando eu há uns minutos a brincar com o supositório que preparei numa aula (só esta parte já não deve ser considerada muito normal, mas adiante), este sai-me disparado da mão, bate na mesa, faz uma pirueta e aterra, em pé, no sítio exacto onde eu o ia colocar, que era praí a uns 40cm da minha mão. Não faço outra tão cedo!




2 - Explicarem qual a razão de terem criado um Blog e se de facto a opinião dos outros ao que vocês escrevem é de todo preponderante ou influencia de algum modo a vossa escrita.
A criação deste devaneio electrónico veio da minha necessidade de poder despejar aquilo que as pessoas normalmente nunca teriam a paciência para ouvir. Para mim era simples: eu escrevia e quem quisesse lia, mas eu ficava com a alma lavada. Mas acima de tudo, uns posts mais tarde, descobri que ter um blog é muito mais que isso, independentemente das visitas ou comentários que se tem: é verdadeiramente terapêutico. Colocar as coisas em palavras pode ser tão doloroso como senti-las, mas é ao mesmo tempo libertador e tem a vantagem de poder ser um segredo exposto à vista dos conselhos do mundo. Por isso sim, o que dizem do que escrevo influencia-me, nem que seja o humor quando me escrevem uma piada, e dá-me vontade de publicar logo uma teoria mirabolante daquelas que andam aqui enterradas no meu cérebro. Se me chateio por ninguém comentar ou algo do género? Longe disso. Os silêncios também contam histórias.

25 de novembro de 2010

Adam Lambert


















Sou só eu que acho que este rapaz está numa enorme crise de identidade? Quem olha, vê um emo a atirar sabe-se-lá-bem-para-o-quê. Quem ouve, ouve música pop. Adam, em que raio de confusão estás tu metido? Larga o black eyeliner, o verniz preto das unhas. Talvez aí vejam quem tu és. Talvez aí vejas quem tu próprio és.

Ou se calhar és assim mesmo, indefinido. (E quem sou eu para dizer o que quer que seja.)


 Pena que já estejas humm....partido.

22 de novembro de 2010

20 de novembro de 2010

Pensamentos que me assaltam #1

Aviso: este pensamento invadiu-me depois de ler este post da CurlyGirl :)

Uma vez ouvi, já não sei bem onde, que "Uma mulher não almeja ter um homem perfeito, porque assim já não teria nada para mudar nele."

Se é verdade que nos deitamos em crianças a pensar no Príncipe Encantado, sem defeitos absolutamente nenhuns, também o é que nos dá um gozo enorme saber que fomos nós as responsáveis por ter "endireitado" o homem da nossa adoração, de saber que fizemos parte da vida dele, que deixamos a nossa marca para além daquela que é visível apenas para ele, mas uma que seja visível também quem observa de fora. De saber que ao nosso lado, evoluiu. Ou então talvez seja o jogo. Talvez seja o desafio. Não sei.

"Tão perfeito que até irrita" - também já ouvi isto em qualquer lado.

Quanto a mim, não quero alguém perfeito, simplesmente pelo facto de que essa pessoa me iria lembrar do quão imperfeita eu sou. Prefiro "imperfeitos, desajeitados, quezilentos, teimosos, mas felizes para sempre" do que apenas um "viveram felizes para sempre" sem mais histórias pelo meio para contar. Porque é das histórias, que vêm dos nossos defeitos, que é feita a NOSSA História. Aquela que nos é querida, aquela que, ao relembrar, nos faz ver que não apenas existimos... mas que vivemos. Parvos, mas felizes.