29 de novembro de 2010

Pensamentos que me assaltam #2

Ai Turtle, se tu não te consegues convencer a tirar uma miserável hora de um dia em que resolveste não sair de casa e fazer maratona de How I Met Your Mother para resolver uma dúzia de exercícios, então não sei como te vais virar quando forem os exames. Não há Oreos no mundo que cheguem!

Porque vale sempre a pena relembrar...


27 de novembro de 2010

Normalidade

Eu prometi que ia ver ao dicionário, mas como sou a lei do menor esforço, espetei com isso no Google. 


Resultados:


 1. normalidade é uma forma de expressar a concentração. Esta é calculada através do quociente entre o número de equivalente-grama (eg) de soluto dissolvidos e o volume de solução em litros.





N = \frac{eg}{V}

Confesso que nem me lembrei disto. Mas tinha a obrigação de me lembrar. Cabeça fraca... 
Mas por esta teoria, até seria uma pessoa com uma normalidade relativamente elevada, já que o meu volume é diminuído pelos factores "largura" e "profundidade"...enfim!

2. Normalidade é um estado padrãonormal, que é considerado correcto, justo sob algum ponto-de-vista. É o oposto da anormalidade. A normalidade muitas vezes se dá por conta de uma maioria em comum, sendo anormal aquele que contraria esta maioria. A normalidade também se dá por um resultado padrão ao realizar uma operação com alta probabilidade de se repetir.

Sendo assim, sou incorrecta, injusta sob algum ponto-de-vista, o oposto de normal, sou uma minoria, e quem me contraria é normal. Não existe tão pouco probabilidade de se repetir a façanha de nascer alguém como eu. 

Dito isto, fico feliz por ser ANORMAL com um quociente de normalidade elevado!

Estendo a passadeira vermelha para...

Eu sempre tive um feeling que esta história da minha tendência exacerbada para me desviar da normalidade (Mas afinal o que é isso? Vou ver no dicionário) um dia me iria meter em assados. Meus caros, hoje foi o dia. Assado de selo da MissMurder, que seja :) 


Ora bem, first things first (mais um símbolo inequivocável da minha anormalidade, não saber dizer duas seguidas sem uma ser em inglês - tenho de ver se há cura para isto, está a tornar-se dramático), por isso vou cumprir com as exigências de resgate do selo impostas pela senhora de cabelo flamejante:

1- No dia em que o publicarem vão ter de fazer alguma coisa que não seja considerada normal.


Bem, espero que isto conte... estando eu há uns minutos a brincar com o supositório que preparei numa aula (só esta parte já não deve ser considerada muito normal, mas adiante), este sai-me disparado da mão, bate na mesa, faz uma pirueta e aterra, em pé, no sítio exacto onde eu o ia colocar, que era praí a uns 40cm da minha mão. Não faço outra tão cedo!




2 - Explicarem qual a razão de terem criado um Blog e se de facto a opinião dos outros ao que vocês escrevem é de todo preponderante ou influencia de algum modo a vossa escrita.
A criação deste devaneio electrónico veio da minha necessidade de poder despejar aquilo que as pessoas normalmente nunca teriam a paciência para ouvir. Para mim era simples: eu escrevia e quem quisesse lia, mas eu ficava com a alma lavada. Mas acima de tudo, uns posts mais tarde, descobri que ter um blog é muito mais que isso, independentemente das visitas ou comentários que se tem: é verdadeiramente terapêutico. Colocar as coisas em palavras pode ser tão doloroso como senti-las, mas é ao mesmo tempo libertador e tem a vantagem de poder ser um segredo exposto à vista dos conselhos do mundo. Por isso sim, o que dizem do que escrevo influencia-me, nem que seja o humor quando me escrevem uma piada, e dá-me vontade de publicar logo uma teoria mirabolante daquelas que andam aqui enterradas no meu cérebro. Se me chateio por ninguém comentar ou algo do género? Longe disso. Os silêncios também contam histórias.

25 de novembro de 2010

Adam Lambert


















Sou só eu que acho que este rapaz está numa enorme crise de identidade? Quem olha, vê um emo a atirar sabe-se-lá-bem-para-o-quê. Quem ouve, ouve música pop. Adam, em que raio de confusão estás tu metido? Larga o black eyeliner, o verniz preto das unhas. Talvez aí vejam quem tu és. Talvez aí vejas quem tu próprio és.

Ou se calhar és assim mesmo, indefinido. (E quem sou eu para dizer o que quer que seja.)


 Pena que já estejas humm....partido.

22 de novembro de 2010

20 de novembro de 2010

Pensamentos que me assaltam #1

Aviso: este pensamento invadiu-me depois de ler este post da CurlyGirl :)

Uma vez ouvi, já não sei bem onde, que "Uma mulher não almeja ter um homem perfeito, porque assim já não teria nada para mudar nele."

Se é verdade que nos deitamos em crianças a pensar no Príncipe Encantado, sem defeitos absolutamente nenhuns, também o é que nos dá um gozo enorme saber que fomos nós as responsáveis por ter "endireitado" o homem da nossa adoração, de saber que fizemos parte da vida dele, que deixamos a nossa marca para além daquela que é visível apenas para ele, mas uma que seja visível também quem observa de fora. De saber que ao nosso lado, evoluiu. Ou então talvez seja o jogo. Talvez seja o desafio. Não sei.

"Tão perfeito que até irrita" - também já ouvi isto em qualquer lado.

Quanto a mim, não quero alguém perfeito, simplesmente pelo facto de que essa pessoa me iria lembrar do quão imperfeita eu sou. Prefiro "imperfeitos, desajeitados, quezilentos, teimosos, mas felizes para sempre" do que apenas um "viveram felizes para sempre" sem mais histórias pelo meio para contar. Porque é das histórias, que vêm dos nossos defeitos, que é feita a NOSSA História. Aquela que nos é querida, aquela que, ao relembrar, nos faz ver que não apenas existimos... mas que vivemos. Parvos, mas felizes.

14 de novembro de 2010

Overload de Burocracia

Assunto: Formulários para preencher para candidatura a bolsa de estudo

Eu até percebo que queiram evitar que pessoas que têm dinheiro para construir uma casa em cada praia do país venham requerer dinheiro ao Estado para andar a estudar, mas isto já se torna ridículo.
Eles querem saber quanto dinheiro tenho de acções no banco, quanto tinha na conta à ordem e a prazo, os juros que auferi no tal ano, a marca do carro, o ano de fabrico e o seu valor comercial, perguntam-me TUDO o que tenho... mas não querem saber do que gasto. Coisinha insignificante, com certeza...

Juro que qualquer momento estava a espera de ver o seguinte formulário:

Cuecas que usou no dia 31 de Dezembro de 2009

Marca das ditas cuecas:
Modelo das ditas cuecas:
Cor das ditas cuecas:
Estado de conservação das ditas cuecas:
Valor Comercial (para o caso de algum dia as querer vender):   _____€
Pagas pelo requerente ou por algum membro do agregado familiar? Sim     Não
Oferecidas por algum membro do agregado familiar ou eventual cônjuge ou similar? Sim    Não
                   Se Sim, por quem? ______________
Vêm-se quando usa vestidos de malha?
Aufere algum rendimento do uso das ditas cuecas?
Percentagem de posse das ditas cuecas:  ___ %
As ditas cuecas estão cotadas na bolsa? Sim   Não
                                                             Se sim, qual o valor comercial de cada acção?___€
As ditas cuecas são de uso permanente ou esporádico?
Solicita complemento de bolsa para a compra de novas cuecas? Sim    Não

Ridículo, eu sei. Mas é que só faltava mesmo isto!

12 de novembro de 2010

Time on my own



Adoro pessoas, apesar de às vezes me desiludirem. Adoro estar em movimento, em convívio, apesar de me dizerem que às vezes consigo ser um bicho-do-mato. Adoro ter memórias de pessoas, do que se disse, das asneiras que se fizeram, dos actos irreflectidos, daquele cigarro que se fumou enquanto se jogava às cartas. Mas por muito que goste de risos e gargalhadas sonoras, de saídas e cafés demorados à noite, também preciso de um pouco de tempo só comigo e com as minhas confusões mentais. Porque só consigo ser "eu" para os outros se tiver tempo para ser "eu" comigo própria. E já confundi tudo outra vez.

1 de novembro de 2010

Cama e Bolo de Chocolate

Não terei muitas mais tardes destas. Daqui a umas semanas (ou já neste fim-de-semana, conhecendo as lides da casa) vou substituir o calor da cama com o edredão de penas pelo braseiro que chega ao sofá em frente à lareira de labaredas dançantes. Hipnotiza-me, o fogo, como mais nada o faz. O ilusionismo das cores inunda-me os olhos e o crepitar assobia-me aos ouvidos, enquanto o seu calor me preenche as minhas everlasting mãos enregeladas. Daqui a um tempo sei que vou estar a convencer a minha mãe a ir fazer chá e torradas para comer em frente à TV e a comprar-me chocolates em forma de estrelas do mar. Daqui a um tempo sei que vou começar a pensar no que RAIO vou oferecer pelo Natal (é nestes momentos que eu me recordo da felicidade que era acreditar no Pai Natal), que as férias estão quase a chegar, que tenho de saber as músicas da banda porque vou ao concerto deles e que os exames estão à porta. Mas, por enquanto, limito-me a deixar-me ficar pela minha doce e confortável cama, enquanto me lambuzo com duas grossas fatias de bolo de chocolate e vejo aqueles filmes que já toda a gente que se preza viu e eu não. Para ser perfeito, só faltava mesmo a chuva lá fora, que sei que não vai resistir a dar ares de sua graça por muito tempo (embora saiba que quando chover eu vou amaldiçoar quem me aparecer à frente só porque tenho os dedos dos pés ensopados). Por agora...há que aproveitar enquanto dá!

20 de outubro de 2010

Entre Compras

Hoje, numa shopping spree completamente em cima do joelho, vi duas coisas que me fizeram sorrir:

- um casalinho de velhotes para os seus 80 e muitos, a passear de braço dado. Há coisa mais adorável? Que tantos anos depois (a não ser que se tenham conhecido no bailarico a semana passada, algo que não me parece muito provável) ainda gostem de andar assim juntinhos como se tivessem 20 anos, como se tivessem a vida pela frente, como se namorassem há dias e ainda estivessem cheios de sonhos por concretizar? Aqueceu-me ver que isto ainda existe :)


- uma criança de um ano a correr atrás dos pombos que habitam a praça do Bocage, com um sorriso de orelha a orelha estampado no rosto. Deu-me vontade de ir correr com ele como se também eu tivesse menos 19 anos em cima e ninguém estivesse a olhar para mim...

 Bem, para dizer a verdade, eu vi uma terceira coisa... talvez se não tivesse sido no meio da Zara me tivesse também arrancado um sorriso: amamentação em público. Assim, à descarada, sem fraldinha a tapar, nada, puxa-se do alimentador e dá-se à criancinha que tem fome para "deleite" de toda a gente que estava à volta. Não tenho nada contra aceder aos desejos de um bebé, e mamas toda a gente já viu, mas pelo menos perca 5 segundos a tirar uma fralda de pano e poupe-me a visão de uma espremedela entre uma camisola e um par de calças no cabide. É que uma pessoa não está à espera, não é?

17 de outubro de 2010

da Dependência

Por muito independentes que queiramos ser, estamos dependentes de tudo e todos, de alguma forma. Estamos dependentes do tempo para vestir aquele vestido que comprámos a semana passada, estamos dependentes dos nossos pais (parasitas como eu que ainda não abandonaram o ninho e nem planeiam fazê-lo enquanto não souberem voar como deve ser) para nos alimentar e nos dar um tecto, estamos dependentes daquele colega que faz o trabalho connosco, do professor para dar os slides da aula, da Companhia das Águas para tomar o banho matinal e dos russos para comer pão ao pequeno-almoço (ou no meu caso, pequeno-almoço, almoço, lanche e jantar, que o que é bom é para se comer), do lado da cama que acordaram os magnatas do petróleo dos Emirados Árabes Unidos para poder por combustível no carro e ir trabalhar ou dos senhores dos comboios não se lembrarem de fazer greve para conseguirmos sair do sítio. Mas estas são as dependências que não conseguimos controlar (vá, tirando a de não ter o seu próprio ganha-pão por enquanto). As outras, aquelas que nós próprios criamos sem darmos por isso, essas sim, são perigosas. Envolve-mo-nos demasiado, aproxima-mo-nos do precipício contando que o mecânico tenha verificado os travões... quando o mecânico somos nós e o travão é a nossa razão.

Mas é preciso arriscar. É preciso encarar o precipício para ver o que se esconde lá em baixo.


9 de outubro de 2010

Instant Happiness

..é acertar na proporção das coisas. É ter motivos para estar chateada e não querer saber. É aproveitar que os amigos estão ali por causa de ti. É saber que se estão ali, no meio daquele temporal, é porque realmente gostam de ti. É viver o momento. É desprenderes-te do que sabes que não tem o valor que às vezes lhe dás. É deixar as coisas à deriva, nem que seja só por uma noite. É deixar os outros fazerem a sua parte. É estar bem contigo-próprio. É reconhecer que se está feliz, mesmo que tenhamos alguma parte da nossa vida de pantanas. Felicidade não se mede...reconhece-se.