30 de junho de 2010
Ângulos
Entendo agora o que antes era
um emaranhado de fios
soltos
lutando por se explicar
Afinal talvez não entenda
mas fico feliz
por me enganar
a desfazer os nós
Porque sabe tão melhor
saber que a minha primeira ideia
estava afinal,errada
e que o nó visto de um outro ângulo
nunca esteve enleado.
21 de junho de 2010
A culpa é tua. Ou não.
Ora se houve alguma coisa que eu aprendi com o estudo da tão linda e maravilhosa História da Farmácia e da Terapêutica, é que a culpa é SEMPRE de alguém, e normalmente é de quem de quem? Nossa, como não poderia deixar de ser.
Ai estás doente? Então vamos lá ver porquê:
- Semeaste a discórdia entre pai e filho/mãe e filha/irmão e irmã/amigo e amiga? (ora, se for com o pai e a filha já não há problema, como é mais que óbvio!)
- Recusaste deixar partir o prisioneiro, tirar as correntes ao acorrentado? (deve ser muito comum entre os guardas prisionais... vá daí talvez não, a vontade de se verem livres deles também deve ser grande)
- Disseste "sim" em vez de "não"? (Disse. Queria um gelado, e depois?)
- Empregaste falsas balanças? (há de haver por aí muita mulher doente e nem sabe porquê!)
- Roubaste a roupa do teu próximo? (ora então estava ela tão lindinha estendida na corda...)
E a nossa personal favourite:
- Tiveste comércio com a mulher do teu próximo? (COMÉRCIO??? Já tinha ouvido chamar-lhe muita coisa, mas isto não é coisa de toma lá dá cá...or is it? Calma, que afinal estou a ver alguma lógica nisto!)
Dito isto, se não fizeste nada disto e estás doente, então foi porque de alguma maneira tiveste algum contacto com sujidade (tomei a decisão executiva de não mostrar isto à minha mãe, por motivos óbvios) ou se já nasceste doente, então a culpa é dos teus pais.
É como eu digo: os senhores da Mesopotâmia é que sabiam. Os outros que vieram a seguir é que não gostavam que se lhes descobrissem os podres e inventaram as bactérias e afins!
Ai estás doente? Então vamos lá ver porquê:
- Semeaste a discórdia entre pai e filho/mãe e filha/irmão e irmã/amigo e amiga? (ora, se for com o pai e a filha já não há problema, como é mais que óbvio!)
- Recusaste deixar partir o prisioneiro, tirar as correntes ao acorrentado? (deve ser muito comum entre os guardas prisionais... vá daí talvez não, a vontade de se verem livres deles também deve ser grande)
- Disseste "sim" em vez de "não"? (Disse. Queria um gelado, e depois?)
- Empregaste falsas balanças? (há de haver por aí muita mulher doente e nem sabe porquê!)
- Roubaste a roupa do teu próximo? (ora então estava ela tão lindinha estendida na corda...)
E a nossa personal favourite:
- Tiveste comércio com a mulher do teu próximo? (COMÉRCIO??? Já tinha ouvido chamar-lhe muita coisa, mas isto não é coisa de toma lá dá cá...or is it? Calma, que afinal estou a ver alguma lógica nisto!)
Dito isto, se não fizeste nada disto e estás doente, então foi porque de alguma maneira tiveste algum contacto com sujidade (tomei a decisão executiva de não mostrar isto à minha mãe, por motivos óbvios) ou se já nasceste doente, então a culpa é dos teus pais.
É como eu digo: os senhores da Mesopotâmia é que sabiam. Os outros que vieram a seguir é que não gostavam que se lhes descobrissem os podres e inventaram as bactérias e afins!
8 de junho de 2010
Copos de papel
Ahh como eu tenho saudades daquela inocência de quem fazia um copo de papel e ia para a rua à chuva (às escondidas da mãe, é claro!) à espera que ele enchesse...
Agora o papel teima em ter letras que me incomodam nos tais dias de chuva. E nos de sol. E hoje, que está nublado.
Hoje, o papel acumula-se em dossiers, em vez de se acumular na mesa da sala quando eu os enchia de bonecada.
Hoje, a bonecada é disfarçada num cantinho de uma folha repleta de gatafunhada que, supostamente, eu deveria saber.
Hoje faço muitas coisas que, quando o papel só servia para colorir, não podia fazer. Mas nessa altura, em que ainda existiam as canetas de feltro da Molin, eu fazia muitas coisas que hoje não posso (ou não devo) fazer.
Ah, saudades dos tempos dos copos de papel.
Agora o papel teima em ter letras que me incomodam nos tais dias de chuva. E nos de sol. E hoje, que está nublado.
Hoje, o papel acumula-se em dossiers, em vez de se acumular na mesa da sala quando eu os enchia de bonecada.
Hoje, a bonecada é disfarçada num cantinho de uma folha repleta de gatafunhada que, supostamente, eu deveria saber.
Hoje faço muitas coisas que, quando o papel só servia para colorir, não podia fazer. Mas nessa altura, em que ainda existiam as canetas de feltro da Molin, eu fazia muitas coisas que hoje não posso (ou não devo) fazer.
Ah, saudades dos tempos dos copos de papel.
14 de maio de 2010
Há alguma coisa mais irritante que isto?
Dizem que "uns morrem, outros ficam assim". É claro que há sempre o célebre "o que não mata, engorda". Bem, visto que o puto até é um lingrinhas, eu acho que isto vai mesmo acabar por matá-lo. Mas vamos esperar pelo melhor, sim?
PS: Para a próxima lembrem-me de não andar a vaguear pelo Youtube quando tenho coisas muito mais importantes para fazer. É que já se viu o resultado que dá...!
After-FARMO effects #4
Olhar para uma inocente garrafa de vodka e sentir o estômago a queimar com certas recordações. Acho que vou tirar férias do etanol durante uns tempos. Não te acerques de mim!
Vá... vamos fazer as pazes?
Vá... vamos fazer as pazes?
After-FARMO effects #3
Passar por um corredor da faculdade, olhar distraidamente para um cartaz com um titulo algo semelhante a "Elaborar medicamentos utilizando microondas" e pensar "Mas como é que estes gajos querem fazer medicamentos no microondas?!?!"
Triste. MUITO triste.
Triste. MUITO triste.
After-FARMO effects #2
Estar na aula de Bacteriologia e só fazer asneirada numa coisa que já se repetiu 500 vezes no passado. Ainda bem que o agar não é caro e há sempre caixas suplentes. Thank God que somos a primeira turma XD
After-FARMO effects #1
Adormecer (muito provavelmente) de boca aberta no comboio e só acordar na paragem em que se é suposto sair pensando "Isto deve ser Sete-Rios. ESPERA.... ISTO NÃO É SETE-RIOS!!!" e apanhar um cagaço que foi melhor que um balde de café enfiado pela garganta abaixo.
27 de abril de 2010
Tesourinhos
Nas escassas três horas que passei naquele pequeno antro que é a minha faculdade, ocorreram duas coisas a recordar:
Primeira: diálogo na esplanada (ai que bem que se estava a comer o meu croissant... mas adiante)
C.- Sabes, tenho uma coisa para te mostrar!
Eu: Ai sim? O quê?
C.- Eu fui à Fnac e encontrei lá um professor!
Eu: A sério? Quem?
C.- Vá, eu dou uma pista...começa por P!
Eu: Por P não estou a ver quem seja!
C.- O Pacemaker!
(cara de surpresa minha seguido de risinho estúpido)
C.- E tirei-lhe uma foto!
Eu: Mostra mostra! (na esperança de ver o senhor com o seu ar inquisidor a cuscar um novo mp4 para as suas corridinhas matinais em Telheiras)
Ora, o que ela me mostrou foi a cópia mais fiel que se podia ter feito do senhor: um porquinho (sim, um porquinho) cor-de-rosa, pequenino (se fosse grande não era o Pace! Era uma reles imitação) com um bigode farfalhudíssimo à far west do mais engraçado que há. Definitivamente, digno ir parar à Madame Tussauds!
Segunda: aula de MIA. Ar condicionado a fazer-nos pensar que estávamos num iglô.
M.- Professora não pode desligar o ar-condicionado?
Prof.- É aqui que se desliga??
outra M.- Acho que não, mas se calhar se abrir a porta ele foge!
S.(com a cara mais natural do mundo como se não estivesse a gozar)- Claro, se abrir a porta ele pira-se logo! XD
(gargalhada minha e da B. durante um minuto pelo menos)
Eu acho que se fosse o ar-condicionado arrancava os parafusos da parede e realmente fugia dali o mais depressa possível. Eu que apanhasse uma nesga da porta aberta!
Isto a acrescentar à de ontem, também na aula de Mia (mas desta feita, na aula de laboratório):
(típica conversa de miúdas)
Eu: Há pessoas que ficam melhor mais magras ou mais gordas..
C.- Sim, depende do tipo de porco (corpo, obviamente) que têm!
Acho que deveriam incluir uma consulta para dislexia por ano nas nossas propinas. É que ela não é, definitivamente, a única a sofrer com isto!
Hoping for the best, but expecting the worst
are you gonna drop the bomb or not? Alphaville, Forever Young
Dei por mim hoje a pensar: "Prefiro mentalizar-me que tive pior nota e chegar lá e ver uma melhor do que achar que me saí bem e estragar o resto do dia."
Caramba, será que tenho mesmo de ser assim? Será que sou só eu ou há mais gente pessimista e com uma "carapaça" da espessura da Grande Muralha da China por aí?? Que raio de maneira de viver a vida: com a corda ao pescoço e esperar que o nó não esteja muito apertado.
Mas bem, life is a short trip e esta corda tem de ir ao chão.
24 de abril de 2010
(Des)planificar
Um dia gostava de acordar e pensar: Vou deixar que o dia me leve.
Mas não estou programada para isso. Passo o dia a pensar que tenho isto ou aquilo para fazer, ou à espera de algo que sei que, supostamente, irá acontecer nesse mesmo dia, quer isso me cause pânico ou bliss. A verdade é que tenho saudades de não saber o que me espera e ao mesmo tempo isso apavora-me (ou "encaracola-me as unhas dos pés" como dizia a minha professora de português do básico) porque me habituei por força das circunstâncias a viver cada dia seguindo um plano mais ou menos meticuloso. Como seria fantástico esquecer por momentos os planos de vida, as ambições, os compromissos, os afazeres... e deixar o dia passar - talvez andasse, em vez de correr como é de costume. Não quero chegar ao fim da linha e pensar que vivi como o Elton John dizia na tão famosa música dedicada a Norma Jean (Marilyn Monroe): like a candle in the wind. Porque os planos e a premeditação de tudo são os ventos que me importunam e querem obscurecer, até que reste apenas um acumulado de cera, um mero vestígio do que foi e do que poderia ter sido caso o vento soprasse menos violentamente.
Quero, no fundo, voltar a ser criança: acreditar que nada está fora do meu alcance e que não me vou magoar quando cair do baloiço, mesmo que a minha mãe já tenha levado o frasco de água oxigenada e o sempre carinhoso beijinho que tudo cura.
Amanhã NÃO vai ser o dia. Já tenho planos, para variar. Mas amanhã... o dia é meu.
20 de abril de 2010
E se tudo fosse uma mera ilusão?
"What if everything is an illusion and nothing exists? In that case, I definitely overpaid for my carpet." by Woody Allen
E se realmente tudo isto for uma espécie de piada de mau gosto? Pior, e se nós formos a cultura na caixa de Petri de alguém muito maior que nós, uma espécie de Golias da vida real - ou deveria dizer irreal? Pior ainda, e se essa cultura pertencer aquele tipo nojentinho da fila da frente?
Nesse caso, eu estudei demasiado para fisiopatologia nos últimos tempos quando deveria ter estado a empurrar chocolate garganta abaixo. Damn it!
PS: Por esta linha de ideias, o "tipo nojentinho da fila da frente" deve ter espirrado para cima da tampa da caixa e agora está a causar este pandemónio aéreo que já irrita ouvir no telejornal. Mas atenção, deve ter espirrado depois de ter passado uma noite numa discoteca. Pensem um bocadinho que eu sei que chegam lá :)
19 de abril de 2010
Operação matemática em foco:
Divisão.
Quero dividir-me entre todos, mas não posso. Quero dar um pouco de mim a quem sei que aprecia (ou pelo menos apreciava) e sinto-me incapaz. Toda a gente precisa de um pouco de atenção e até agora, tenho feito um péssimo trabalho em manter todos os que gosto minimamente contentes. I'm sort of drifting apart and you know what? It really sucks. Big time.
24 de fevereiro de 2010
Falta de Chão
Já há dias que não me chega aquela vontade, tão minha característica, de escrever. E hoje é mais um desses dias aos quais espero sinceramente que não se sigam muitos mais. Supostamente teria dezenas de coisas para escrever: podia "postar" (homenagem à Sarocas) mais uma das minhas muitas teorias desvairadas em que só eu acredito, assuntos relacionados com acontecimentos pelos quais estou a passar, uma nota sobre uma qualquer notícia que vi na televisão, uma imagem simbólica ou simplesmente queridinha demais para eu poder resistir a mostrá-la a quem por aqui meta o nariz. Mas não. E o mais estúpido é que não tenho assim tantos motivos para isso. A vida vai-me correndo bastante bem (até é para estranhar), não fossem aquelas "coisas" (que me são tão queridas) das quais tenho de abdicar para poder ter outras que nem sequer são assim tão importantes para mim. Revolta-me saber que não posso ter tudo e que de seis em seis meses essa tristeza me assola. E isto dá-me conta do sistema. Ontem dei por mim a ser desagradável para os meus melhores amigos, sem motivos nenhuns para tal e odeio-me por isso. No fundo, descobri que sou avessa à mudança: gosto das coisas assim como estão e
faço birrinha, que nem uma menina mimada de 2 anos, quando percebo que
o mundo é uma besta. Mas também sei que isto passa (até agora tem passado) e acredito que coincidências há muito poucas...
Fora isso, está tudo bem.
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